Equinócio, primavera

Ela chegou hoje, a Primavera que me faz sentir com mais intensidade e amor o mês de Setembro, justo quando ele começa a se despedir – não sem antes me carimbar uma nova idade, renovar minhas esperanças, rever meus desejos e me impulsionar para luz. Que é minha órbita natural mas há, como se sabe, tropeços, poeira cósmica, meteoros de tamanhos diversos, eclipses e muito imprevisto. Vez por outra, desvio da trajetória, permaneço na sombra mais do que o recomendável, mas é a luz que procuro, dela me alimento e me constituo.

Curiosamente, nesse equinócio eu me percebi entre duas emoções intensas, aquelas provocadas pela recente viagem à Nova York com minha filha (The 15/50ish Tour) e aquelas que projeto e anseio para o aniversário próximo, de 50 anos (and counting). Eu, que já gosto de comemorar, inventar nomes e modas em todo 27 de setembro, me sinto especialmente tocada pela celebração de meio século de vida, a mudança da Casa do Quarenta, a ampulheta do tempo, suas alegrias, alguns temores. Atenta, me percebo nesse hiato de alegrias, um tanto fora da rotina, mas muito presente.

Equinócio, equilíbrio. Libra, livre (como sempre quis), leve (como espero ser).

(Ah, gente, é só isso mesmo, uns pensamentos soltos, umas aliterações pseudo poéticas e nenhuma conclusão. Relevem e colaborem, que fazer 50 anos é potente e bonito, mas não fácil – depois ajudo todos vocês, prometo. )

Helê

PS: Sobre colaborar e inventar moda, eu criei uma playlist colaborativa (e comemorativa) no Spotify, chamada 50 músicas para Helê. Se tiver uma música que você acha que tem a ver comigo, de algum modo, adicione a essa playlist; receberei como um presente 😘)


2 Respostas

  1. […] Cinquenta anos; Campinas em junho. […]

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  2. de onde eu sou não tem estação, né. Fui conhecê-las encarrilhadinhas em Lisboa, por isso em setembro, pra mim, chega o outono, senão na pele, na alma.

    Peguei o finzinho do verão em NY, bem semelhante a esse início de primavera debaixo do Equador, como diria o Chico. Início do outono da vida com certeza, mas carrego comigo aquele verão invencível do Camus.
    Beijo procê, Lu.
    Helê

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