Seremos ação

Hoje é dia de comemorar.

Pode até ser que o presidente laranja consiga apoio para uma vitória no tapetão. Podem acontecer tumultos de rua, podem haver recontagens emocionantes. Mas em nome de tudo o que minha turma vem sofrendo nos últimos anos, hoje eu só quero comemorar. Como diria Scarlett O’Hara (curiosamente um símbolo de uma Georgia que parece finalmente ter ficado para trás esta semana), “amanhã eu penso nisso”.

Quando o nosso pesadelo eleito ganhou as eleições brasileiras, em 2018, eu tentei acreditar, como uma espécie de wishful thinking, que esse movimento neopopulista de direita que varria o mundo era reação, e não ação.

Ou, melhor dizendo, que nós, nossa turma, somos ação, e eles são reação.

Eu gosto de pensar assim, e esse pensamento tem me mantido na superfície nos últimos anos: há movimentos muito fortes em andamento no mundo, há mudanças muito profundas, há estruturas muito poderosas sendo desafiadas, e isso gera, claro, uma reação igualmente violenta. Mas eu me propus a atravessar esse período enxergando-o como um soluço na História. Um processo necessário, pelo qual teríamos que passar.

Espero, sinceramente, que o dia de hoje seja o início do fim desse soluço. Veremos.

-Monix-

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