Enfim, setembro!

Setembro. 1º de Setembro.

Sempre recebo este mês com alegria e alívio, mesmo que agosto não tenha sido tão difícil (mas quase sempre é, né?). E sempre com muita esperança, o peito explodindo de contentamento e aquele sentimento absolutamente infantil de que, sim, agora vai, vai dar tudo certo e serei feliz, feliz (façam muitas manhãs/ que se o mundo acabar eu ainda não fui feliz etc. Chico, sempre).

Eu sei, eu sei que é só uma virada de mês e não de vida, que o dia espetacular que faz hoje no Rio de Janeiro não está garantido, que tecnicamente é o tal do inferno astral, mas ainda sim hoje de manhã arranquei agosto de todas as folhinhas da casa com vontade e animação – você sabe, Esperança e Teimosia andam de mãos dadas, balançando as tranças e sorrindo.

(É como a campanha do Lula: a gente sabe que, ganhando, ele vai pegar um país muito pior que no primeiro mandato, vai ser tudo muito difícil – fora ter que ouvir os reaça mugindo contra e tal. Mas sem esperança a gente nem sai da cama nesse país triste e indecente em que o Brasil se transformou, não é mesmo?)     

A raiz desse meu contentamento injustificado com setembro vem da infância, daquela expectativa pelo aniversário (dia 27, anote), que nessa fase da vida é a data mais importante, mais até do que natal. Confesso que eu não superei essa fase: até hoje acho que é o dia mais importante do ano, perdendo apenas pro carnaval (Santa Claus não tem muita moral por aqui). Com o tempo, vivi desapontamentos  em setembro, pra minha total surpresa – até chuva no dia do meu aniversário, para o meu total horror. Mas nem a experiência me tirou a alegria de esperar e receber setembro com o peito aberto, a alma menina, e a esperança de um dia ser tudo o que quero (Caetano, também amo você).

Suspeito que enquanto esperar e receber setembro desse jeito nem tudo estará perdido, está mantido em mim o que me define, de certo modo; e posso sossegar pois não venceu o cinismo (que não passa de desespero sagaz e elegante ).

Toda vez que a tristeza me alcança o menino me dá a mão (tamo junto também, Miltão!).

Helê

Saiba

Esbarrei nessas fotos no tuíter e não resisti a trazer pra cá – em que pese o erro de incluir o Chico Buarque no Bonde dos Octogenários (no qual ele só embarca em 2024). O engano certamente se deve à genialidade dessa turma; alguém sugeriu que no ano de 1942 um portal se abriu. Por ele passaram também, pra ficar só na música brasileira, Clara Nunes, Nara Leão, Paulinho da Viola e Tim Maia. (Um tal de Paul MacCartney também passou). A Flávia Oliveira abordou o “fenômeno” em uma de suas excelentes colunas, quando chamou atenção para os “oitenta anos” dessas e de mais duas figuras com excesso de talento: Muniz Sodré e Nei Lopes, cada um a seu modo e em suas áreas, responsáveis por relevantes serviços e obras para a cultura brasileira. Acho que a Flávia só não colocou a Vera porque – que pena! -, não teve ainda o privilégio de conhecê-la, a grandmothern de todas nós e minha amiga, com muito orgulho e saudade. A Vera, Veríssima, só confirma a excelência impressionante dessa safra de gente.

Voltando às fotos: de cara eu fiquei impressionadíssima em como o Milton mudou tão pouco. Ao mesmo tempo, na Rádio Cabeça começou a tocar “Saiba“, do Arnaldo Antunes, essa canção de ninar que eu acho absolutamente genial. A mistura de gente reconhecidamente bacana e vilões incontestáveis quase assusta num primeiro momento, mas cumpre a missão do poeta, de colocá-los todos como humanos que somos. Também faz isso nos propondo o inusitado exercício de imaginar em fraldas e com chupetas gente como Einstein, Freud ou Buda, que se fixaram em nosso imaginário como velhos desde sempre. Em verso ousado e talvez contraindicado para uma lullaby, Antunes também nos iguala pelo final, lembrando da morte, tão certa quanto o fato de que tivemos, todos, pai e mãe. Ou seja, uma canção de ninar improvável, tratando de temas delicados, ainda que aparentemente simples, e que cita Hitler e Fernandinho Beira-Mar, Che Guevara e Simone de Beauvoir. Mas faz tudo isso de um jeito tranquilizador, sereno e sábio, com uma melodia que nos embala e afinal, nos convence de que é isso aí, tudo natural, é assim para todos, e somos todos humanas potências, para o Bem ou para o Mal. A geração de 42 talvez tenha apenas caprichado um pouco mais.

Helê

Três coisas belas

Daqui a uns anos espero pensar neste 2022 e ter sentimentos positivos. Porque o cotidiano é feito de sensações, mas a memória é feita de recortes. E por mais difíceis que sejam os dias deste ano intenso, há também belezas que poderão ser lembradas. Nos últimos três dias recebi três coisas bonitas, e deixo aqui como registro para minhas lembranças do futuro, torcendo para que ajudem a alegrar o presente de mais alguém.

***

Na sexta-feira, meu amigo Ricardo compartilhou uma playlist só de músicas brasileiras lançadas em 2022. Conheço muita gente que acredita mesmo que não há mais música brasileira que valha a pena. Seja você deste time ou não, te convido: apenas escute.

***

No sábado, minha amiga Geide deu a dica: o livro Querido Lula, que reúne cartas recebidas pelo ex-presidente na cadeia, em Curitiba. Na introdução, a historiadora Maud Chirio resume o que a obra tem de tão especial. Outros livros tipo “cartas da prisão” publicados até hoje (Gramsci, Wilde, Mandela e tanto soutros) mostram as reflexões provocadas pela experiência carcerária. Mas este é um registro diferente: quem denuncia a injustiça e contextualiza a situação política do país são os apoiadores do ex-presidente. Durante todo o período em que esteve preso, Lula recebeu milhares de cartas que falam dos imensos benefícios trazidos para a vida das pessoas. Não é um manifesto, é um testemunho escrito por milhares de mãos.

***

No domingo, conversando com amigas, perguntei sobre a série Em Casa com os Gil. As recomendações foram entusiasmadas e chegando em casa maratonei até o limite da insônia. A família Gil é uma prova viva de que o Brasil tem talento, tem poesia, tem gentileza, tem sensibilidade, sim senhor. Que privilégio sermos contemporâneos de pessoas tão incríveis.

Os poucos episódios têm vários diálogos antológicos, mas registro aqui um dos que mais me comoveu. Cada membro da família deveria escolher uma música para incluir na turnê europeia que está acontecendo agora, em comemoração aos 80 anos do patriarca. Um dos netos explica sua escolha dizendo que escutava uma determinada música todos os dias, mas não sabia que era uma composição do avô. E conta de sua felicidade quando descobriu a autoria. A música é a imortal Sítio do Picapau Amarelo. Achei fofo demais. Imagine que legado incrível, ter um avô que é o autor desta canção.

-Monix-

Calou-se o cavaquinho de Gallotti

Acordei com a notícia terrível da morte do músico Eduardo Galllotti, aos 58 anos de idade. Soube por um post do Pratinha, outro músico-personagem da cidade, e só por isso acreditei no inacreditável. Não era meu amigo, acho que nunca falei com ele, só aplaudi. Era um excelente músico, comandante de memoráveis rodas de samba que frequentei nos últimos anos nesssa cidade que é musical antes de qualquer outra coisa. Desde cedo passa na minha cabeça um filminho mal editado mas com a melhor trilha sonora e as locações são o Trapiche Gamboa, a livraria Folha Seca, o Samba do Peixe e mais outras que não me lembro o nome mas tinham em comum aquele moço de caracóis no cabelo e óculos redondos, que vez por outra também cantava – sempre bons sambas; não necessariamente conhecidos mas de inconstetável beleza – só a fina flor. A perda de alguém como Gallotti é um baque profundo, desnecessário e atordoante: perde o samba, o choro, as rodas, a Lapa, a cidade, a boemia, perdemos todos nós amantes de tudo isso. Uma belíssima matéria da Maria Fortuna no Globo de novembro passado, que exaltava o retorno dele depois do tratamento do câncer, o chamou de ‘elo perdido’, pela habilidade em transitar por rodas em todos os cantos da cidade, fazendo preciosas conexões entre elas: da Tia Surica em Madureira até Paquetá, passando por Botafogo, Vila Isabel e onde mais você imaginar nesse Rio em que cada ribanceira é uma nação. Veja você se o Rio de Janeiro merece perder alguém desse naipe, essa cepa de carioca que é a sua síntese mais necessária e valiosa! Esta cidade, partida em mil pedaços, fragmenta-se e enfraquece mais sem um elo como este; perde-se em tristeza.

Cedo demais, cedo demais.


Obrigada por tudo, Gallotti.

Helê

A gente já sabia!


Gil, que a ABL imortalizou e que aqui sempre foi o nosso Buda Nagô

Um ancestral contemporâneo, um espetacular griô, um artista que fez política com poesia, um gentil trovador dos filhos desse solo, esse senhor nascido no interior da Bahia, pai de muitos filhos e numerosas canções, foi ungido pelo seletíssimo clubinho da Academia Brasileira de Letras na semana passada, um raro momento em que a elite reconheceu a genialidade de alguém de origem simples e negra nesse país. Que bom pra elite, finalmente homenagar aquele que há tempos já haviamos consagrado e pelo que somos sempre gratas, já que, como dia Monix, “para toda e qualquer situação da vida, existe um verso de Gilberto Gil que se encaixa como luva”. Gilberto Passos Gil Moreira na Academia Brasileira de Letras é um orgulho para nós, pretos; um alento para poetas seresteiros namorados; para quem admira a mais sofisticada e acessível arte brasileira, a música popular. E uma oportunidade enorme para que a elite repense seus conceitos e não precise de tanto tempo para ampliar seus horizontes e ver para além do próprio espelho. Com a presença de pessoas como Gil e dona Fernandona nos círculos de poder e glória, nos sentimos também um pouco menos mortais, mais próximos das divinidades. (E nem pensem em questionar a relevância da Academia agora, tá! Tinham que ter falado na vez do Merval, do Sarney. Agora que meu povo tá lá, se faltava relevância, terá!).

Fernanda Montegreno saúda Gil; salve eles!

Helê

Gilberto Gil imortal

Eleito para ABL – que sorte da Academia!

Helê

Marília

Há coisa de uns meses atrás (talvez mais, como medir o tempo com precisão depois de um ano e oito meses de infinitena?) ouvi falar no nome dela pela primeira vez, na tela inicial da GloboPlay. Pela ênfase dada à divulgação da série documental, parecia alguém importante. Dividida entre a curiosidade por saber do que é popular e a preguiça de conhecer coisas novas, fui vencida pela segunda. Em pouco tempo, os destaques do serviço de streaming mudaram, a fila andou, enfim, ela saiu de novo do meu radar.

Sexta-feira passei o dia concentrada no trabalho, e só no fim da tarde, em uma breve olhada nas mensagens, fiquei sabendo: primeiro de um acidente ao qual ela supostamente havia sobrevivido; depois, a retificação e a confirmação da tragédia.

Mas só aos poucos fui entendendo o tamanho que tinha Marília Mendonça. E minha ignorância diz muito sobre mim, sobre o quanto minha percepção do mundo é limitada por uma experiência de vida meio-intelectual-meio-de-esquerda (e também meio-MPB-meio-rock’n’roll), mas também diz muito sobre as bolhas e o quanto é fácil se estar completamente alienada de um fenômeno popular dessa magnitude, sem nem ao menos saber que se está por fora.

No programa Lady Night, em 2018

Hoje voltei na GloboPlay e a série da Marília estava novamente em destaque. Mesmo que não estivesse, eu procuraria por ela — entrei no streaming para isso. Assisti os quatro episódios de uma só vez e fiquei ainda mais espantada com o fato de ter, durante anos, veja bem, anos, pois pelo menos desde 2015 essa mulher é um sucesso retumbante, ignorado sua existência. Nem entro no mérito de gostar ou não de suas músicas (não é meu estilo musical preferido, mas feminejo é mais divertido que o sertanejo universitário e outros subgêneros, então sim, curto levemente, digamos assim). O ponto é sobre como é possível que pessoas bem informadas — outras como eu admitiram, nos últimos dias, o mesmo desconhecimento — estarem totalmente desatentas a um fenômeno desta proporção. Na época da comunicação de massas, se um artista alcançasse o topo, como ela alcançou, todos saberíamos.

Em 2017, na Expo Araçatuba

Essa moça bonita, carismática, de voz potente e energia incansável, se foi cedo demais, mas deu tempo de deixar sua marca na história musical de um país que tem grandes nomes nessa arte. Assistindo a série, aprendi muito sobre quem ela era: acima de tudo, alguém que se conectava com as pessoas de uma maneira única. E isso não é pouca coisa, especialmente em tempos tão dominados pelo narcisismo. Vai fazer falta.

-Monix-

O ano em que a música mudou o mundo

“A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida”, disse Oscar Wilde no ensaio A Decadência da Mentira, indicando que o papel da “verdadeira” arte é muito mais indicar caminhos que reproduzir costumes de uma época.

A série documental 1971 não cita meu dândi favorito, mas a premissa é a mesma. O subtítulo, tanto em inglês quanto em português, é “o ano em que a música mudou o mundo”. São oito episódios que mostram um momento bem peculiar da história do século XX: os míticos “anos 60” tinham terminado, os Beatles tinham se separado, the dream is over era o mote que resumia o espírito do tempo. E realmente, né, se a gente pensa em momentos históricos da música… dificilmente o ano de 1971 seria apontado como memorável.

Mas o documentário mostra um recomeço. Para os Rolling Stones, por exemplo, foi um ano decisivo. Eles poderiam ter se desintegrado em muito sexo, muitas drogas e pouco rock’n roll. Mas se mandaram para a Côte D’Azur, depois para Los Angeles, e o resultado foi o álbum Exile on Main St., que dispensa apresentações. Acha pouco? É pouco mesmo. O ano de ’71 teve muito mais: John e Yoko lançando um libelo pela paz que ultrapassou o flower power e virou um hino mainstream. (Sim, Imagine foi lançada naquele ano.) Marvin Gaye, James Brown, Sly and the Family Stone, Tina e Ike Turner — vai vendo o naipe dessa rapaziada — foram contemporâneos de Gil Scott-Heron, um cara não muito conhecido que deixou como legado uma frase profética: “the revolution will not be televised” (que, na era das redes sociais, ganhou todo um novo significado).

Mi novecentos e setenta e um teve também Iggy Pop, Alice Cooper e a morte de Jim Morrisson. Um inglês meio esquisitão foi para Nova York, conheceu Andy Warhol… e assim nasceu o camaleão David Bowie.

Meu episódio favorito é o que tem foco nas mulheres: Joni Mitchell (que não curto muito) e Carole King, a quem eu nunca tinha prestado muita atenção. O álbum que ela lançou em 1971, Tapestry, foi uma fábrica de hits. Você provavelmente conhece bem mais da metade das faixas.

Carole King - Tapestry
Esse álbum é uma pérola. Apenas ouça.

Cinquenta anos depois, 1971 ainda ressoa, ainda toca nas nossas playlists, e, infelizmente, seu legado ainda desperta reações violentas contra nossa turma. We shall prevail.

-Monix-

Dez anos sem Amy

… e eu continuo sentindo falta de todas a as canções que você deixou de escever e cantar.

Helê

Pastilhas Garota – edição Infinitena

O tempo do apartamento é tão fugaz (…)
me dá tua mão mascarada me leva daqui/ prum tempo que for qualquer tempo que for pra fora desse apartamento/que o tempo aprisionou

Foi totalmente por acaso, procurando um som pra me acompanhar no home office, que descobri o novo álbum do Marcos Sacramento, chamado “Crônicas do apartamento 20“. Deduzi que tratava-se de canções da pademia, sons da quatentena, e era exatamente isso. Sacramento fala de um tempo que não é mais tempo, que não sobra mais, de estradas sem caminhões e brisas sem aviões. Tempos duríssimos.

Estou tão só e demora esta solidão sobrehumana
Tão só, tão só que mesmo os gatos de casa/ mesmo deles emana
um torpor exageradamente solitário

Eu costumava ter certa desconfiança com obras artísticas que cujo tema fosse algo muito próximo. Quando vi, por exemplo, a Netflix anunciando uma série chamada “Distanciamento social“, torci o nariz. Achava que não é possível retratar tão bem algo sem alguma distância do que está em foco. Mas a curiosidade foi maior que o pré-concebido, e tive uma surpresa agradável e positiva com a série.

Os episódios são independentes, praticamente pequenos curtas e, como pode acontecer nesses casos, a qualidade varia entre eles. Mas de um modo geral, vale a pena assistir. Há algumas atuações excelentes, tramas ora divertidas, ora realmente dramáticas, e a sensação persistente de familiaridade. Quase todos nós vivenciamos em algum grau uma (ou muitas) daquelas situações. O pai que tem que cuidar da filha enquanto a mãe enfrenta a Covid isolada no quarto, a cerimônia funeral on line, adolescentes paquerando via web.

Distanciamento Social | Site Oficial Netflix

A familiaridade incomoda em vários momentos, pode ser reconfortante em outros; o fato é que não ficamos alheios à tela: também é mais difícil assistir se estamos envolvidos no enredo.   

A noite está parada, abalada, abalda parou.
A noite está fechada.
A vida foi travada
tudo é anormal

As crônicas cantadas de Sacramento despertam sentimentos semelhantes. Da varanda de seu apartamento em Santa Teresa, com um vista privilegiada e ampla do Centro do Rio, ele registra silêncios e sinais, angústias, reflexões, lembranças e desejos de alguém acostumado ao palco e à experiência coletiva da música obrigado a se isolar. Impossível não se identificar em vários momentos e versos. E, como todos já descobrimos, nem só de tristeza e melancolia se vive  uma pandemia. São vários os ritmos visitados por Sacramento, e é um samba (sempre ele!) que carrega os versos mais luminosos e esperançosos. Lembrando ser “um samba que já nasce em sacrifício – pois o vício de sambar é ancestral”, manda o recado, papo reto:

Gritam nebulosas do espaço
que a vida é infinta, que ela vai continuar!

Procurando as letras das canções para escrever o post, emcontrei o site do cantor e compositor e lá soube que ele fez também uam álbum visual, disponível no YouTube. Igualmente instigante, inteligente e bem feito. Marcos Sacramento fez uma margarita ótima desse limão azedíssimo que estamos tomando forçosamente há mais de um ano. Vale muito a pena provar.

***

Uma outra iniciativa que é cria  direta da pands é o Museu do Isolamento, perfil no Instagram que publica trabalhos artísticos que abordam…isso tudo que tá aí. Tem humor, crítica, raiva, bom gosto, de tudo um pouco, e quase tudo muito intereressante, criativo e…familiar. De novo uma sensação de conexão com o outro que eu não sei quem é mas que está vivendo coisas muito intensas e parecidas. Também acho que vale a visita. 

Arte feita por Carol Yokota, para ver mais acesse @carolyart #museudoisolamento

Arte feita por Cecile Mendonça, para ver mais acesse @picortes_ 

Arte feita por Helena de Paula e Gabriela Bosco, para ver mais acesse @matracanossa #museudoisolamento

***

E, desviando da minha propria pauta, a auto indisciplinada aqui tem mais duas dicas imperdíveis que surgiram durante a pandemia, sem ter compromisso com ela. O meu amigo Erasmo Car, não, péra. Meu amigo Renato Hermsdorff colocou no ar o The Renato Herms Show, um canal do YouTube  em que ele reparte seu vasto conhecimento e comprovada experiência de jornalismo especializado em audiovisual e  oferece informações, comentários e críticas sobre filmes, séries e quetais. Inteligência, conhecimento, humor e (por que não?) beleza te esperam no TRHS; confira. 

E a ideia esperta (e necessária) de falar com mulheres da minha Faixa Etária de Gaza, isto é, ao redor dos 50 anos, também com inteligência, leveza e acuidade não podia esperar a pandemia passar. Então a minha amiga Tina Lopes lançou o  @Fifitinah, saboroso já no título, que tem trazido informações relevantes, para além do coach (cruzcredo!) e demais obviedades rasas e promovendo lives que parecem bate papos no bar com as amigas – ou seja, algo muito mais legal que live. Novinhas e homens são aceitos e bem-vindos –  mas esqueçam os privilégios, por favor. Por enquatdo é um perfil no insta, mas se você vacilar a Tina Cérebro vai dominar o mundo! Eu, Pink, torço por isso.

Helê

%d bloggers like this: