Mais estranho que a ficção

O Brasil realmente desafia as noções de verossimilhança.

Eu costumo dizer que a ficção é bem menos livre que a vida real. Porque se algo aconteceu, automaticamente é verossímil. Mas se sabemos que é uma história inventada, ela precisa fazer sentido. Por exemplo, se em um filme de ação um personagem pula em queda livre da estratosfera e consegue chegar ao chão vivo e inteiro, isso é um desafio à nossa suspensão da descrença. Até que alguém vai lá e faz isso na real. Aí já não é questão de acreditar. Aconteceu.

Mas então essa semana aconteceu o seguinte no Brasil: assessores dos deputados do maior partido de oposição, de esquerda, que tem um ex-presidente preso e outra deposta, ganharam na loteria.

Parece aquelas soluções de fim de novela. Tem que dar um final feliz pra todo mundo, esse grupo de personagens estava meio sem história, vamos fazer todo mundo ganhar na loteria pra resolver rápido sem precisar gastar tempo do último capítulo com coadjuvantes. Né não?

-Monix, incrédula-

Ouvido por aí

Fetiche

– Ele me apresentou um cara lindo e, ainda por cima, cearense!  Não resisti!

– Eu também não posso com sotaque!

– Não, meu negócio não é sotaque, é minoria. Adooooro!

***

Motherns no bar, depois de uns chopes:

– Já fizemos a revolução da maternidade, agora vamos fazer a da velhice!

– Exatamente, começando por parar de pintar a cabela.

***

#éMachismo?

O marido diz para a esposa: “Você dirige como um motorista de táxi”. Frase que, analisada sob diversos aspectos (filosófico, gramatical, psicológico, do Detran), foi considerada um elogio.

Para o mecânico, sem que a mulher estivesse presente, o marido facilitou as coisas: “Minha mulher dirige melhor que eu”.

***

Carioquês

– Aí, piloto, dá uma moral aê! Valeu!

Carioca translator: Sr. Motorista,  por gentileza,   poderia abrir a porta do ônibus para eu saltar?  Muito agradecido!

 

bc33520ac3266b95e8467b00e9c842c1

Helê

Relativo

O tempo, esse que a gente mata e ganha, perde e recupera, mas não consegue domar. Ilusionista perfeito, varia no espaço da nossa ansiedade, na profundidade do sofrimento, na velocidade da alegria. Nós o dividimos em muitos pedaços – décadas, segundos, trimestres – na tentativa de dominar o incontrolável, uma entidade que se mostra diferente de acordo com o lugar de onde o  olhamos. Houve quem reclamasse que agosto durou meses; já para mim, o inverno começou em maio.

Mas há, claro, algumas poucas convenções universais. Todo mundo sabe e concorda que os anos passam rápido, enquanto os dias se arrastam. Os primeiros dez dias do mês duram um fim de semana; os 20 dias restantes demoram dois meses para passar. A segunda feira dura 72 horas, até a ONU reconhece. E a manhã de sábado termina em meia hora, como se verifica em qualquer latitude. Ou é só comigo?

albert

Helê

Eles são como nós

(Reeditando a série em que surpreendemos bichos em situações ou posturas muito familiares…)

Elegantes

tumblr_mkfqxshmxX1re6s5to1_1280

(William Wegman, Lolita, 1990 (+) via largerloves)

Displicentes

tumblr_mfayid1HI31qc6ydro1_1280

(via howtogrowprimulas)

Envergonhadostumblr_m4sec5Jw4v1qg4jsio1_1280

(bulb3, via largerloves)

Vaidosos

tumblr_mqm8yj1Wgo1sxxxwfo1_400

(blues-epoesias🙂

Carentes 
tumblr_mwjjzv4FXV1sn75h6o1_250

awwww-cute, via melzinha1234)

Helê

Mothernidade 2.0 ou What’s up: como usar

.Screenshot_2015-05-21-11-16-10

Helê, mãe – mas pode me chamar de Google

Que venha 2015!

10301495_750049638397592_7730136950752049308_n

As Duas Fridas

Tô saindo…

922e83a3809843f482e363deb4c9e234

 

…de férias, liga depois se for papo sério. 🙂

Helê

 

%d bloggers like this: