Juju faz 15

Quinze anos minha filha faz hoje. Quinze anos. Um susto – porque afinal passou depressa (como tudo tem que passar, diz o Gil).

No início não era o verbo, era só presença, em geral calma, e logo, alegre. Não lembro direito quando sentou ou engatinhou, mas sei que sorriu aos dois meses – e não parou mais. E então fez-se a luz.

Uma aventura sem fim, essa de tornar-se mãe, pouco a pouco mas profundamente, como se ao invés de trocar de pele fossem crescendo outras camadas internas. Com ela virei adulta definitivamente (ainda que com recaídas).

Um espanto: como foi que surgiu essa pessoa, onde foi que acertei, o que vem de mim e o que não me cabe nem me diz respeito? É certo que esbarramos no pacote de autoestima na preparação e derramamos demais, mas acertamos em outras medidas. Ou tudo é alquimia e mistério? Jamais saberei, nunca desistirei de descobrir.

Uma graça que eu não canso de agradecer. Uma surpresa recheada de surpresas sucessivas que eu gosto de admirar crescendo e virando quem ela deve ser.

A Vera ontem lembrou um trecho do “Grande Sertão: Veredas”: “O menino nasceu e o mundo tornou a recomeçar”. O meu mundo recomeça cada vez que ela sorri pra mim. Há quinze anos.

Pensando bem, no início o verbo era amar, filha – e para você sempre será.

 

 

Que sejam felizes todos os próximos anos da sua vida.

Helê

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Tamo junta

Vocês têm ideia do que é ter uma amiga que passa a fazer parte da sua identidade? Quando estamos juntas nós não somos “Helê e Monix”.

Somos As Fridas.

E graças ao talento natural da minha sócia para as relações (eu ia dizer talento para Relações Públicas, mas a verdade é que podem ser particulares também, aliás, nisso ela é ainda melhor) – enfim, graças a esse talento incrível da Helena para agregar pessoas, onde quer que a gente vá todo mundo fica feliz. E digo isso sem medo da imodéstia, porque é tudo por causa dela. Eu sou lua, ela é sol.

Fridas

Almoçando no cinema – 2011

Tanto é assim que não é fácil achar fotos só de nosotras. No mínimo temos nossa fiel escudeira Dedeia do nosso lado – assim como na vida, sempre.

Então hoje é dia de sol, dia de sorriso aberto, dia de juntar as pessoas, dia de “quem gosta de mim vai”. E, incrivelmente, eu vou!

Hoje é dia de Helê. Feliz aniversário, mi sócia!

-Monix-

Pais

 

 

 

 

    

 

 

Pinterest

afro-art-chick.tumblr.com via Pinterest

Michael Vick and son. photographed by Chris Crisman

Laila Ali (R) is kissed by her father, boxing great Muhammad Ali, she defeated Erin Toughill, June 2005 Washington.
Salvo de chainedblackmentality.tumblr.com One of 400 Expelled Palestinians with his daughter after His Return Home, Deir El-Balah Camp, Gaza, Palestine, 1995.

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Pinterest, salvo de cbssurfer.tumblr.com
Pinterest salvo de everythingyoulovetohate.tumblr.com
Pinterest Salvo deStyle Me Pretty
Marvin Gaye and His Son

 

Helê

Agosto, sol em leão

Feliz aniversário para as leoninas e os leoninos leitores deste blogue – uma de nossas tradições mais antigas e pretexto para fotos dessa realeza.

Helê

Monix Day 2017

Foi preciso que o Rock in Rio fizesse 30 anos para que eu fosse a um – mas valeu a pena esperar, já que a companhia foi a melhor.

Foi preciso que inventassem a internet pra gente se encontrar, mas aquilo que tem que ser encontra força e meio de acontecer.

Foi preciso a maternidade para que nossa irmandade florecesse e criasse raízes profundas e ramificadas.

Precisarei agradecer sempre a precisão com que você chegou (e ficou) na minha vida, Sócia.

Feliz aniversário, Mione. Para você o que você gosta – diariamente.

Demais parabéns na caixa de comentários, sifazfavoire

Helê

Rio de Janeiro, gosto de você

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Uma alegria de trabalhar em outro município é voltar pra você todos dias, Rio.

Feliz aniversário.

(E o título da Portela é um presente muito apropriado; salve Madureira!)

Helê

Falta

O Facebook oferece diariamente fatias de memória, em geral saborosas porque lá a gente mostra mais o lado A da vida. Há semanas salpicam confetes e serpentinas na minha timeline, registros passados da ofegante epidemia que há muito me contagia e à qual me entrego com fervor, o carnaval. Também tenho sido lembrada de textos que escrevi sobre esse momento, sempre encantado para mim, ora sobre a expectativa e ansiedade de aguardá-lo; ora sobre o deleite e o banzo de tê-lo vivido plena e cariocamente.

Mas não sei se o FB terá algo a mostrar para mim nas próximas edições do túnel do tempo, porque neste ano a centelha ainda não acendeu. Pode ser que ainda aconteça – ano passado eu saí da apatia para a barca de Paquetá atrás do Pérola da Guanabara, me lembra D. E eu tenho um nome a lazer, como se sabe. Mas aquele desejo genuíno e indomável encontrar os amigos, sair à rua e brincar, rir dos outros, do improviso, do imprevisto, da vida, em resumo, não apareceu.

O que falta? Tenho uma forte suspeita relacionada um ingrediente fundamental. As do passado ou não cabem ou estão muito gastas; faltam recursos – financeiros, criativos – para novas. Então acho que isso explica a razão do meu desânimo para o carnaval este ano: estou sem fantasia.

Pun intented.

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Helê

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