Where you lead

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…I’ll follow you

Em homenagem ao programa do fim de semana, a reunion das Gilmore Girls (que eu só verei depois porque ainda estou na 6 temp.)

Um herói trágico

Um bom documentário é como uma boa biografia: não basta contar a vida de uma pessoa ou narrar um fato. É fundamental apresentar o retrato de uma época a partir da vida de uma pessoa ou da narrativa de um fato. Por isso é importante escolher bem o tema sobre o qual se irá falar, para que o contexto histórico seja tão interessante quanto.

A história do atleta/ator americano OJ Simpson é sem dúvida um dos exemplos em que a biografia de uma pessoa se confunde, em vários níveis, com um momento histórico rico de significados. Semana passada, a ESPN Brasil* exibiu a série documental “OJ Made In América“, em cinco episódios de quase duas horas cada. O programa explora de forma bastante competente os muitos aspectos em que a história de OJ se mistura com as transformações que a sociedade ocidental (particularmente os Estados Unidos, o líder sócio-político-econômico do bloco) vivenciou nas últimas décadas: a luta pelos direitos civis, os conflitos raciais, a criminalização da violência contra a mulher, o culto às celebridades.

OJ Simpson reacts with lawyers after court clerk announces not guilty verdict in his murder trial

OJ foi inocentado no julgamento pelos homicídios da mulher e do amigo que estava com ela. Foto: REUTERS/Myung J. Chun/Pool

 

Nos Estados Unidos, OJ Simpson era uma celebridade absoluta: além de ter sido um grande jogador de futebol americano, tornou-se um VIP, aceito em todos os ambientes que seriam (e eram) negados a um negro nascido em um project (o que por aqui chamamos de conjunto habitacional). Era tão famoso e tão querido que atingiu um status conferido a poucos naquela época: deixou de ser visto como negro. Simpson morava em uma mansão em Los Angeles, frequentava o clube de golfe, era amigo dos ricos e famosos – quase todos brancos.

Simpson se casou com uma moça muito mais nova e muito branca e loura, Nicole Brown, e a exibia como uma esposa-troféu. Nicole denunciou o marido por agressão diversas vezes, até finalmente pedir o divórcio e tentar refazer sua vida. Um dia foi encontrada morta em sua casa, acompanhada de um homem chamado Ron Goldman, um amigo que teve a má fortuna de estar no lugar errado na hora errada.

Em poucas horas de investigação a polícia de Los Angeles apontou o olimpiano ex-marido como o principal suspeito do crime. Polícia esta que vinha sendo alvo de uma chuva de críticas pelo tratamento dispensado à comunidade negra da região – o caso OJ Simpson aconteceu três anos depois do brutal espancamento do negro Rodney King. O que se seguiu foi uma intrincada trama que mistura questões raciais e o papel da mídia na definição da “agenda” da sociedade. No momento em que virou réu, OJ voltou a ser negro.

A fuga de OJ, a perseguição policial e sua rendição foram transmitidos em tempo real, ao vivo, para todo o planeta, mostrando, pela primeira vez em grande escala, a força que as TVs all news ganhavam naquele momento. O julgamento, que durou quase um ano, foi cercado de polêmicas e sua absolvição escancarou a fratura racial que ainda existia (e existe) na democrática América: os negros comemoraram, os brancos se revoltaram. Uma das juradas entrevistada no documentário admite que OJ provavelmente deveria ter sido condenado, mas que sua absolvição, por um júri predominantemente negro, foi uma espécie de revanche por todas as vezes em que o sistema absolveu brancos injustamente (entre eles os policias que espancaram Rodney King).**

Já um pastor de uma paróquia local, também negro, diz no documentário que a absolvição não foi uma conquista da comunidade negra, e sim “a vitória de um cara rico chamado OJ Simpson”. Me pareceu a pessoa mais lúcida dentre todos os envolvidos.

OJ Simpson é um herói trágico – por definição, alguém que sempre tenta ultrapassar os próprios limites – e como tal, não escapou ao seu destino. No momento ele cumpre pena em uma penitenciária em Nevada, condenado por roubo e tentativa de sequestro – um desdobramento estúpido de uma sequência de erros cometidos por um homem que já tinha conseguido escapar da prisão. Em minha modesta opinião, a Justiça errou com OJ duas vezes: ao absolvê-lo e ao condená-lo.

-Monix-

* A ESPN é boa de documentário – eles provam que tudo, até o esporte, é política.
** Ao responder uma crítica sobre a excessiva brutalidade com que os negros eram tratados, o chefe da polícia respondeu que isso só acontecia porque eles não reagiam “como as pessoas normais” ao serem abordados por policiais.

 

 

 

 

As duas faces de Eva

Sou de uma geração que não assistiu Xuxa porque as manhãs eram ocupadas pela TV Mulher da Marília Gabriela, da Xênia, da Marta Suplicy, do Henfil, do Clodovil e do Ney Gonçalves Dias.
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A volta da TV Mulher mostra que a história se repete, não em círculos, mas em um movimento espiral.

Durante muito tempo, sentia que fazer parte daquele momento era algo meio revolucionário. E de certa forma era mesmo: depois de duas décadas de censura, ver um programa matinal sobre direitos das mulheres, sexualidade, humor, era uma inovação considerável. (Se pensarmos nos programas matinais que existem hoje, 30 anos depois, talvez constatemos que aquela TV Mulher seria considerada ousada demais para nossa década de 10).
Por outro lado, como dizia o poeta e ativista norte-americano Gil-Scott Heron, “a revolução não será televisionada”. Quer dizer, se uma mudança de paradigma chegou à televisão, é porque o paradigma já mudou. Por sua própria natureza, a TV não é um meio que facilite a transformação social.
A história vai se repetindo em espiral, e não em círculos, e eis que a TV Mulher está de volta. Ainda é feminista, mas de um feminismo com roupagem contemporânea. O formato está muito mais pasteurizado, como pede a comunicação de massa do século XXI. Os quadros fixos tentam emular os da primeira versão do programa e são um pastiche involuntário dos colunistas que os inspiraram. Mas o mais curioso é que de um programa diário, matutino, exibido em TV aberta (até porque não existia TV paga no Brasil naquela época), o TV Mulher se tornou um programa semanal, noturno e exibido na TV por assinatura. Sintomas de que, mesmo que a revolução nunca tenha sido televisionada, há momentos em que a televisão pede para fazer parte dela, para se manter relevante. Em outros momentos, ela perde o trem e fica vendo a história passar, da plataforma da estação.
(Texto publicado originalmente no meu blogue profissional.)
-Monix-

Downton Abbey – mais atual do que você pensa

article-2207935-0B562A83000005DC-581_634x409Lembro claramente da Monix fazendo uma correlação entre a mudança na legislação do emprego doméstico e as mudanças sociais retratadas em Downton Abbey. Eu jurava que ela tinha escrito isso em um post, mas depois de procurar aqui no blogue acho que ela deixou passar a oportunidade, infelizmente. Deve ter sido dito nos nossos posts vividos, em algum almoço ou mesa de bar (sim, são ótimos esses, mas nem sempre podem ser convertidos em texto).

Na época, como eu ainda não havia chegado a Downton, achei um exagero, mesmo sem entender completamente; hoje acho que era só inveja de uma série que não era a minha e da perspicácia da Sócia. Desde o primeiro capítulo eu lembro dessa observação da Monix e penso no quanto ela foi sagaz. Guardadas todas as muitas proporções, era do que se tratava na série: mudanças de costume, sociais, políticas, tudo junto. E as conquistas dos empregados domésticos no Brasil em 2013 também provocaram mudanças em diferentes esferas da vida cotidiana de certa classe média. Quem viveu intensamente uma e assistiu simultaneamente a outra pode facilmente concordar com a comparação.

210451-downton-abbey-downton-abbey-posterAgora, depois da minha estadia em Downton, fiz o meu próprio paralelo melancólico. Demorou um pouco a cair a ficha, mas a situação do mordomo que procura um emprego que não existe mais me pareceu estranhamente familiar. Numa entrevista, ele é informado que precisa ser também chofer, valete, criado e jardineiro, acumulando muitas funções pelo salário de um funcionário. As habilidades de mordomo, que ele possui com larga experiência, são apenas parcialmente desejadas; precisa-se de alguém que faça razoavelmente um pouco de cada coisa. Mais ou menos como um jornalista neste início de século, de quem nem se espera que escreva com correção e brilho e apure com diligência. Isso até tem alguma utilidade, mas ela ou ele também deve saber gerenciar redes sociais, criar anúncios e entender sobre plano de negócios. E isto por um salário que seria risível se não dependêssemos dele para viver. Pode ser um exagero; só o tempo dirá se nós, jornalistas, seremos de fato extintos, como dinossauros e mordomos.

***

Essa é uma das muitas qualidades de Downton Abbey: ser sobre o passado e sobre hoje de manhã, porque o tempo não para, mas também se repete  –  como farsa, maldição ou burrice, vai saber. Uma rica e sedutora aula de história que revela origens, curiosidades e surpreendentes semelhanças.

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Há também as intrigas, segredos, amores, traições, todos os ingredientes de um bom folhetim em que a eletricidade, o telefone, rádio e carro são apresentados como o que já foram um dia: novidade. Era o mundo moderno começando, esse que hoje vemos desaparecer ou pelo menos mudar irreversivelmente. Se nada disso for suficiente para despertar seu interesse, vale a pena assistir Maggie Smith lacrando durante as seis temporadas, sem perder a oportunidade de tornar memoráveis cenas que, feitas por outra atriz, seriam apenas boas.

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Minha librianice ficou absolutamente deslumbrada com a classe, a pompa, os rituais e toda a arquitetura social daquele mundo. Mesmo incomodada com a desigualdade de classes, com o moralismo vazio e opressor, não pude deixar de me encantar com os vestidos deslumbrantes e acessórios charmosíssimos (ah, as luvas acima do cotovelo, os chapéus, usar penas na cabeça sem ser carnaval!). Tudo absolutamente fino e glamouroso. No entanto, eu desconfio que artigo mais luxuoso em Downton Abbey, de fato invejável, seja o tempo. Claro que este valor também era mais farto entre os nobres, mas o mundo vivia numa outra rotação. As pessoas escreviam cartas e bilhetes, pensavam por semanas antes de resolver um problema, esperavam dias por uma resposta. Não sei se viveria bem naquela época, mas gostaria de desfrutar daquele tempo.

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Para Geide, que me deixou nervosa dizendo que esperava por esse texto, mas me pautou, e uma velha jornalista não resiste a isso. Espero que tenha valido a pena 😉 .

Helê

OITNB

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Sei que agora Orange Is The New Black não está mais bombando. Todo mundo esperando a quarta temporada e eu querendo saber o que vai acontecer na segunda, blé. Mas deve ter alguém, sei lá, no Sri Lanka, no mesmo ponto que eu; então, colega cingalês, vamos trocar informações sobre a série. (Os demais também podem, mas sem spoilers, pfvr, como digita minha filha).

OITNB segue o que me parece uma tendência no mundo das séries que é a narrativa não-linear, que te faz querer juntar as peças do quebra-cabeça. Não é novo nem garantido – Sense 8, pelo que me lembro também vai por aí; assisti uns capítulos com interesse, mas abandonei e não fez falta, nem me mais lembro de nada. Orange tem uma protagonista, Piper, com a qual não simpatizei de cara e nem depois – eu ainda não decidi se é o personagem, a atriz ou os dois. E o cara que faz o noivo dela é o menino de American Pie, eu não consigo leva-lo a sério, mesmo sem nunca ter visto nenhum filme da franquia. Com o desenrolar da trama você fica se perguntando se a ideia era exatamente essa, ou se, novamente, o problema é o ator.

Talvez seja proposital, porque há uma quantidade enorme de personagens muito mais atraentes, como a transexual Sofia, a fanática religiosa Tiffany, a ex-viciada Nikki, a instrutora de ioga ou sexy Alex e suas impecáveis sobrancelhas.  Mesmo entre ‘os de fora’ há sempre figuras interessantes como o irmão de Piper, desequilibrado como ela, mas de um jeito totalmente diferente. A série aborda questões pertinentes, tão contemporâneas quanto atemporais, como as relações de gênero e raciais. Há um equilíbrio oscilante e satisfatório entre o drama e o humor, alguns diálogos realmente bem-escritos (a freira dizendo para a trans que, se ela está satisfeita com seu corpo ainda não é uma mulher de verdade) e cenas bacanas, como a mãe voltando para prisão depois de dar à luz e as sisters cantando no episódio final.

Fui fisgada e vi os 13 primeiros capítulos em uma semana (14, na verdade: tive que ver o 1º da segunda temporada, num guentei). Acho que estava cansada de tantas investigações de crime e julgamentos; precisei dar um passo à frente e ir para onde vão os criminosos depois. Depois das provas incontestes de laboratório, das deduções inesperadas de investigadores dedicados, geniais ou sortudos; dos closing arguments brilhantes de promotores e advogados. Um lugar às vezes bem mais sombrio que o mundo do crime itself – embora a penitenciária em questão nem seja de segurança máxima (o 1º episódio da 2ª temp. mostra que pode piorar, sempre).  O gênero prisional também tem lá seus  chavões e clichês (assim como as séries hospitalares, policiais e jurídicas), mas o sistema carcerário americano tem forte apelo: é um lado inquestionavelmente fracassado de um sistema que se pretende exemplar, de uma sociedade que gosta de se considerar superior. Em meio aos comentários sobre o protagonismo feminino na série – real e muito bem defendido pelas intérpretes -, a crítica a um sistema inepto e cruel como as prisões americanas não deve passar despercebida.

Beijo pro colega cingalês, vamos juntos pra segunda temporada! 🙂

Helê

Vizinhança

Sam Waterston, Lily Tomlin, Jane Fonda and Martin Sheen in the Netflix Original Series "Grace and Frankie". Photo by Melissa Moseley for Netflix.Ê

Photo by Melissa Moseley for Netflix.

 

Assisti Gracie and Frankie e gostei imenso, de ficar economizando episódio porque são curtos e poucos. Quando aconteceu o inevitável, a série acabou, pensei em escrever sobre, mas é difícil perceber a relevância de um assunto nestes tempos on demand; achei que todo mundo já tinha visto e que havia perdido o bonde dessa história*. Aí a Luciana Nepomuceno fez um post citando a série, fui comentar e quase soltei um post sem querer – às vezes tenho essa incontinência, gente, dsclp. Então vim aqui dizer que o quanto eu achei bacana a série, a começar pelo elenco. A oposição entre um estilo de vida mais careta e outro alternativo, o choque de dois casamentos desfeitos em função de um amor homossexual, tudo isso entre personagens idosos, poderia facilmente descambar para algo estereotipado e histérico não fossem as interpretações de Sam Waterston, Lily Tomlin, Jane Fonda e Martin Sheen.

Percebo agora que, desde que passei a morar na Casa dos Quarenta, tenho olhado com especial interesse para a vizinhança e me interessado por obras com atores e/ou temáticas mais velhos. Gracie e Frankie junta-se a O exótico Hotel Marigot, E se vivêssemos todos juntos, O Quarteto, para citar apenas alguns dos bons que vi nos últimos anos e que me encantaram. Na série da Netflix me agradou particularmente esse humor sutil que, em geral, provoca apenas um sorriso cúmplice mas nem por isso é menos restaurador que uma franca  gargalhada.  Nada dos risos ritmados e excessivos da maioria das séries; aos 70 anos ninguém mais ri tanto em meia hora como em “Friends” (suspeito quem nem eles naquele tempo). Em Gracie & Frankie o humor frequentemente roça no drama, em maior ou menor intensidade  – como sói acontecer na vida real, onde esses dois são mais parceiros que rivais.

Como eu disse no post da Lu, a série tem um humor que comove, um amor que diverte e uma objetiva falta de tempo com o que não é necessário. Porque não há tempo (nem na vida nem na série) para se demorar demais na dor; ao fim e ao cabo trata-se de uma comédia (na série como na vida). O que alguns consideraram falta de timing de comédia eu considerei perfeitamente identificável e divertido, embora, claro, agridoce às vezes. Fico particularmente tocada com a situação de Frankie e Sol, que vivem o fim de um casamento mas não do amor – como terminar algo que não acabou? Há ainda uma série de outras questões importantes referentes ao envelhecimento tratadas com graça e carinho, sem que a idade seja algo a se combater (como prometem fazer alguns cremes) ou que exija piedade (como imaginam certos jovens). E não se pode perder de vista que, embora  toda a ação se desencadeie pela vontade dos homens, são as mulheres as protagonistas: duas velhas mulheres obrigadas a lidar com novos desafios no fim da vida. (Let’s face it, gente, aos 70 anos certos eufemismos não cabem).

Para quem ainda não viu, #ficaadica. Para quem, como eu, está à espera da segunda temporada, bora trocar figurinhas aqui ? Diz pra mim o que você achou.

Helê

 

*Adoro esse regime netiflixiano, nada como criar suas próprias maratonas e não ser incomodado pelo trivago ou pelo curso de zumba. Mas ainda não me acostumei com a perda da experiência coletiva de assistir , comentar no dia seguinte: “Viu o capítulo de ontem?!“. Difícil encontrar alguém que esteja no mesmo ponto que você, então forçosamente o grau de empolgação, encantamento ou decepção difere do seu. Talvez um dos muitos encantos de Games of Thrones seja exatamente nos devolver esse sentido de público, de coletivo. São apenas dez capítulos uma vez por ano; durante 10 semanas o mundo gira em torno de Westeros. E o mundo parece  menos desagradável quando se assemelha a uma aldeia. 

Oioioi

A última vez que acompanhei uma novela foi há exatos dez anos, quando estava grávida do meu filho e assistia O Clone enquanto fazia repouso absoluto durante oito longas semanas. Depois nunca mais me animei, até porque cada vez vejo menos televisão, por motivos de falta de concentração e desinteresse generalizado.

Daí que de repente me vi contagiada pela febre atual, a eletrizante Avenida Brasil. Se até a Veja considera que a vingança de Carminha é o assunto mais importante do país, na semana do julgamento do mensalão, quem sou eu para ir contra a maré? (Trabalhamos com ironia.)

Mas, como a última vez que assisti novela meu filho ainda estava na barriga (ver acima), ele ficou meio indignado com a novidade. “Quero minha mãe nerd de volta!” Aí eu expliquei que na verdade estou acompanhando Avenida Brasil para poder ter assunto no Facebook. Nerdice define.

-Monix-

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