Cinemices

Faz tempo que não escrevo uma retrospectiva aqui no Dufas (a última que encontrei foi a de 2013 – a de 2014 já teve um outro clima, de revisão pessoal). Então seguindo nossa consagrada filosofia calabocajámorreuquemmandanomeubloguesoueu, por que não revisitar essa antiga tradição sete anos depois, só que mudando tudo?

É que apesar da crise (risos) sempre dá pra ver uns filmes legais, né? Aproveitando que ainda estamos no começo do ano (até o Carnaval ainda é limbo), preparei uma lista subdivida em duas que se sobrepõem, em ordem alfabética e não de preferência, para minha querida meia dúzia de leitores e leitoras. Digam aí se concordam e o que faltou.

Melhores de 2019

Bacurau – Há! Pensou que eu ia começar sendo original e única? Pensou errado! :D E aí, já viu Bacurau?

Downton Abbey – Ah, é uma bobagem, mas é a nossa bobagem do coração, né? Como não amar o reencontro dos Crawleys e toda aquela empáfia decadente dos empregados da mansão? Adoro.

Yesterday – A premissa é louca: imagine um acidente inexplicado que faz o mundo inteiro cair numa realidade paralela em que os Beatles nunca existiram – e só uma pessoa lembra da banda. Até quem não é muito fã dos Beatles (essas pessoas existem, acreditem) tá dizendo que gostou.

Academy Award - Oscar
Quem vai levar esse moço dourado pra casa? Saberemos em breve ;)

Oscar 2020

Este é mais um ano em que temos vários bons filmes concorrendo, que provavelmente dividirão os prêmios das principais categorias – acho difícil rolar um “arrastão” tipo Titanic e alguém levar um monte de estatuetas. Então listo aí abaixo os filmes indicados a categorias importantes que eu já vi e gostei. Na maioria dos casos ainda dá tempo de assistir (muitos estão em plataformas de streaming, fica a dica).

1917 – Minha irmã definiu bem: é um filme que mostra o quanto a guerra é uma coisa sem sentido. E faz isso abusando da técnica cinematográfica, em uma montagem que simula um único plano-sequência. Mesmo com uma narração visual no estilo videogame (os personagens vão “passando de fase” o tempo todo, andando sempre para frente e abandonando as tramas secundárias à medida em que avançam), ainda assim é um filmão. Minha diversão nos últimos dias tem sido procurar making-of s no YouTube.

Coringa – Uma visão perturbadora e nada estereotipada sobre as origens do antagonista do Batman. Esqueça a estética e o ritmo dos filmes de super-herói, isso aqui é outra coisa.

Democracia em Vertigem – O documentário conta uma história que conhecemos bem – a política brasileira e o mundo bizarro em que entramos após 2016 – por um ponto de vista absolutamente pessoal. Valeu como registro emocional, mesmo quando não me identificava totalmente com a interpretação da diretora sobre os fatos.

Dois Papas – É um filme bem feito sobre uma ótima história, com duas excelentes interpretações. Se não viu, veja. Até os ateus estão curtindo ;)

Era uma Vez… em Hollywood – Mais uma vez Tarantino apresenta uma releitura de um fato histórico, e mais uma vez dá certo. Leo Di Caprio e Brad Pitt entregam ótimas atuações, além de continuarem lindos, as always.

Indústria Americana – Esse é o primeiro fruto da parceria do casal Obama com a Netflix, e provavelmente vai derrotar o representante brasileiro na categoria Melhor Documentário, porque embora seja um filme bem mais careta, fala de um assunto muito caro aos americanos: as dificuldades da classe operária americana na era pós-industrial.

O Irlandês – Muita gente está comentando que achou o filme longo, chato… mas é um Scorcese estrelado por De Niro, Al Pacino e Joe Pesci, que ainda tem o Ray Romano de brinde, jura que vocês não gostaram? Bando de incréus.

Klaus – Já passou o Natal, inclusive já passou da época de gostar de desenho animado (#velharabugenta), mas gente, que filme fofo. Sem ser fofo, se é que me entendem. Enfim, vejam. Vi também Toy Story 4, que é muito divertido e bem feito, e parece que tem outra animação muito legal da Netflix entre os indicados, então a briga por Melhor Animação vai ser animada…

Parasita – Sabe o meme explique seu filme preferido de forma tosca? Então, Parasita é basicamente o seguinte: família pobre tenta enganar família rica e se mete em altas confusões. Mas não é só isso. Com direção, roteiro, montagem, elenco e fotografia impecáveis, trata-se de um filme de primeira linha, que vale a pena ser visto.

Ainda pretendo assistir mais alguns antes da cerimônia de entrega, dia 9 de fevereiro. Se vocês comentarem bastante, de repente me animo e faço aqui uns updates ;)

-Monix-

Sentidos

  •  O sabor da tequila
  • Os cheiros de Paris.
  • Sarah Vaughan cantando “You go to my head“.
  • Qualquer tela do Van Gogh ao vivo.
  • A mão que afasta a seda da pele.

Starry_Night_Over_the_Rhone

Helê

(Tomando uma margarita, e porque eu lembrei do tempo em que blogar também era conversar entre blogues e nos comentários, propondo temas e listas. Alguém mais se habillita?).

Dia 22 – So you think you can dance (um musical)

Quando contei a história do filme para o meu namorado ele me chamou de feminista de meia-tigela. Afinal, esta adaptação do rapto das Sabinas mostra sete irmãos levando à força para uma fazenda isolada pela neve sete moças que não têm importância nenhuma no filme além de servirem de esposas para os rapazes.

Mas o interessante é que apesar de realmente a premissa ser essa, a personagem principal, a mais forte e a que conduz o filme na ponta dos dedos é Milly, a primeira a se casar, a mulher de Adam, o irmão mais velho. E aos poucos o afeto vai transformando a todos, tanto os irmãos quanto as “noivas”.

No elenco dos irmãos, quase todos são artistas de circo, e não apenas dançarinos. Adam canta, e os demais dançam incrivelmente, além de fazer todo tipo de acrobacias. São carismáticos, simpáticos, charmosos os irmãos Pontipee. É muito amor.

-Monix-

 

Sete Noivas para Sete Irmãos

 

 

Dia 21 – Preto no Branco (Um Noir)

Não é um filme noir segundo a definição clássica.

Mas é preto e branco, é um suspense que eu adoro, tem a Ingrid Bergman lindinha e o Charles Boyer malvadão, é uma história de arrepiar e eu queria citar este filme aqui. Então pronto: o título de hoje é À Meia Luz (“Gaslight”).

 

 

-Monix-

 

Dia 20 – Uma comédia romântica

Este é o meu confort movie, aquele que eu revejo quando as coisas estão ruins, para me lembrar de que há um lugar no mundo onde tudo termina bem. A delicadeza da história contada por Nora Ephron toma corpo nas belas interpretações de Meg Ryan e Billy Cristal – depois, ambos foram tachados de chatos, cafonas etc., mas neste filme estão no ponto alto de suas carreiras. E ainda tem a Carrie Fischer sem as tranças de princesa Leia. E os casais de verdade no sofá que depois virou inspiração pros comerciais da Brastemp. E a deliciosa cena do “I’ll have what she’s having”*, que você pode ver aí embaixo. AMO/SOU Harry e Sally.

 

 

-Monix-

* A frase não estava no roteiro – foi um “caco” incluído pela mãe do diretor, que fazia figuração comendo um lanche na mesa ao lado. :-)

Dia 19 – Um Faroeste

E eu que não gosto de faroeste tinha que escolher o mais polêmico de todos.

 

Brokeback Mountain

 

-Monix-

Dia 18 – Uma Animação

Porque meu avô querido da infância era o Bagui – uma tentativa tatibitate de apelidá-lo em homenagem à pantera Baguera -, minha animação favorita tem que ser Mogli. Porque esse nosso batalhão é uma instituição. E queremos o necessário, somente o necessário – o extraordinário é demais.

Mogli é de um tempo em que os desenhos da Disney tinham um estilo que nunca mais se repetiu – como os personagens longilíneos de 101 Dálmatas e A Bela Adormecida, por exemplo. Mas ao contrário dos outros longas do estúdio – pelo menos até então – a ambientação não era nada europeia, e sim uma floresta tropical, que combinou de modo muito interessante com uma trilha jazzística de arrasar. A dublagem brasileira também é inesquecível, cujo ponto alto é o MPB-4 cantando a música doa abutres.

Sem dúvida, meu filme de animação inesquecível.

-Monix-

Dia 17 – Brasileirão

O Céu de Suely pode não ser o filme mais badalado do cinema brasileiro, muito menos o de mais sucesso, nem do ponto de vista da crítica nem do público. Talvez nem mesmo possa ser classificado como o meu favorito, mas foi o primeiro que me veio à cabeça e acho que sei o por quê: foi um filme que me fez vivenciar o drama como se fosse meu, como se eu estivesse ali, naquele interior do nordeste. Sem nunca ter sequer passado por lugares como aqueles, eu estive lá.

-Monix-

Dia 16 – Um-Durão-Que-No-Fundo-É-Coração-Mole

Ah, não tem outro. Tem que ser o John McLane, aquele que é Duro de Matar, capaz de levar um terrorista a um ataque de nervos. Tudo para salvar o mundo, a mulher, a filha etc.

 

 

-Monix-

 

 

Dia 15 – Um Horizonte (Fotografia inesquecível)

Paisagens lindas não necessariamente dão em uma boa fotografia e vice-versa, mas em Beleza Roubada Bernardo Bertolucci consegue juntar tudo isso e garantir um filme que é um poema visual.

 

 

De bônus, uma Liv Tyler novinha, no filme que abriu para ela as portas do sucesso internacional.

-Monix-

 

 

 

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