Monix Day 2017

Foi preciso que o Rock in Rio fizesse 30 anos para que eu fosse a um – mas valeu a pena esperar, já que a companhia foi a melhor.

Foi preciso que inventassem a internet pra gente se encontrar, mas aquilo que tem que ser encontra força e meio de acontecer.

Foi preciso a maternidade para que nossa irmandade florecesse e criasse raízes profundas e ramificadas.

Precisarei agradecer sempre a precisão com que você chegou (e ficou) na minha vida, Sócia.

Feliz aniversário, Mione. Para você o que você gosta – diariamente.

Demais parabéns na caixa de comentários, sifazfavoire

Helê

Eu ♥ leitoras

Talvez eu ainda tenha meus dois centavos sobre os jogos olímpicos, essa experiência intensa e surpreendente. Talvez tudo já tenha sido dito, ou tudo o que se queria ler e ouvir sobre o assunto. Na dúvida sobre escrever ou não sobre as Olimpíadas, não posso deixar passar a oportunidade de reeditar essa série que é uma das minhas favoritas, porque ela resume o objetivo-mor deste blogue, se não da minha vida, que é influenciar amigos e fazer pessoas – ou something like that. Para quem chegou há pouco: quando somos apresentados a um leitor, nossa felicidade é tamanha que nós pedimos para tirar uma foto com  a pessoa. Porque, né, temos uma audiência modesta em uma plataforma para muitos obsoleta. Em tempos de likes, coraçõeszinhos e conteúdo que  se autodestrói em 24 horas,  quando um post meu tem três comentários eu faço dancinha e tudo.

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Então eu me acostumei com a ideia de que conheço todos os nossos 23 leitores. Sempre me surpreendo e alegro quando alguém que não conheço diz: “Eu te leio” (na verdade, com os que eu conheço também #carente).  Fico toda prosa e imediatamente viro eu fã da pessoa – que criatura adorável deve ser!  E durante o movimento migratório temporário dos jogos  olímpicos, tive a chance de saborear essa sensação algumas vezes.

DSC_1830Começou no primeiro fim de semana, quando fui visitar a Cláudia Letti, pessoa saborosa que faz comidas ainda mais. Eu já a conhecia: estive em sua casa para buscar meu panetone salgado, tradição natalina na minha família (tradição de 2 anos e família de 2 pessoas, mas quem está contando?) Fui experimentar o tal do fudge que pra mim era igual caviar, eu só tinha ouvido falar. Meo deos. Fabulous fudge, indeed.  Se você não quer aumentar a lista de pecados gastrômicos, não prove, porque é divino, tem váááários sabores e eu gostei de todos que provei.

14063846_10208871943948583_2270500773360957198_nAlguns dias depois, no Gracioso, ali na Pedra do Sal, encontro com a Mary W., que veio ao Rio para uma curta temporada olímpica com a irmã, a Lídia – agora também W. Figura bacanérrima, bom papo, descontraída, em 5 minutos ficou à vontade na mesa como se conhecesse geral há tempos. Uma graça de pessoa que eu acho que a Mary tava miguelando por ciúme, coisa de irmã, sacomé. E a Mary revelou a condição dela de leitora com a frase mágica: “Ela te lê, Helê”. Pedi foto na hora; ainda bem que contava com  Cláudio Luiz,  que já está virando fotógrafo oficial desses momentos, desde o primeiro Grande Encontro.

IMG-20160823-WA0002Dias depois, outro rendezvous olímpico teve lugar na Casa da Alemanha, nas areias de Ipanema. Eu estava com aquela que inaugurou a série, a Geide – que, na definição da minha filha, “era fã e virou amiga”. Das mais especiais, acrescento eu. Também chegou Domingos Dodô, garantia de risada na minha TL,  e lord Claudio Luiz com Mariana, sua amiga e hóspede, com quem iria ao Maracanãzinho mais tarde. Sabendo que iria me agradar, Cláudio já foi logo dizendo que ela era minha leitora, e eu, claro, já fui logo gostando e pedindo foto. Isso foi antes de ela falar com carinho e orgulho do nosso Cláudio, e me ensinar que existe uma Teoria da Hospitalidade, detalhes que aumentaram minha admiração para além do fato dela passar aqui vez ou outra.

Portanto, pessoas, o saldo olímpico do Dufas é o melhor possível, agora que eu sei que temos 25 leitores, ao invés de 23 (se eu não fosse de Humanas ousaria dizer que é um aumento de quase 10%). E você já sabe: se encontrar comigo por aí, não seja tímido ou acanhada, faz a Geide e vem falar comigo. Você corre o risco de tirar uma foto e virar amigo – mas o que é a vida se a gente não corre riscos, não é mesmo? 😉

Helê

Parabéns para Frida

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(À esquerda, imagem encontrada em HoneyMoon; à direita, trabalho à venda na Etsy)

Para comemorar o aniversário de nossa madrinha, segue esta outra versão de Duas Fridas – das muitas possíveis.

Helê

Uma dúzia de anos

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Uma retrospectiva de tantos aniversários passados.

 

Lá nos primórdios do blogue, nos idos dos anos zero-zero, nosotras comemorávamos os aniversários do Dufas em mesões de bar, com cadeiras sendo espremidas ao redor da mesa a cada novo leitor ou leitora que chegava. Todos os anos conhecíamos pessoalmente gente que já era querida nos bits e bytes. Temos memórias incríveis dessas festas, como o bolo que chegou no meio da Choperia Brazooka, nas mãos de uma portadora que nem sabia direito o que estava fazendo ali.

Com o tempo, todo mundo foi migrando para as mídias sociais, a festa virtual acaba rolando por lá mesmo e ter blogue ficou sendo uma coisa meio teimosa, meio sem noção. Íamos nos tornar aquelas tias velhas que ficariam sentadas num canto, olhando a garotada fazer selfies e snaps e resmungando: no tempo dos blogues é que era bom, mimimi.

Mas pelo que nos contaram, está rolando um movimento de resistência, tias velhas unidas jamais serão vencidas etc e tal. Bem no mês em que comemoramos nosso 12º aniversário. Pensaram que íamos desistir? Jamais! No pasarán!

Nossa parceria já dura uma dúzia de anos. É mais que muitos casamentos por aí (inclusive os nossos). Brindemos a isso: tim-tim!

Las Dos Fridas

C.T.

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Somos da época dos blogues de várzea, dos blogues de raiz, dos blogues que eram blogues antes de ser modinha. Do tempo que o wireless tinha fio.
Somos aquelas que para certas pessoas preferíamos não contar que éramos “blogueiras”, porque provavelmente seríamos consideradas diferentonas.
De repente ter blogue virou outra coisa, e as pessoas perguntavam “seu blogue é sobre o quê?”, e ficávamos meio sem resposta porque não sabíamos que blogue tinha que ter tema. Aí descobrimos que tínhamos um blogue Seinfeld, um blogue sobre nada.
Aí veio o Twitter com seus 140 caracteres, e veio o Facebook, com seus 900 amigos, e de repente ter blogue virou uma coisa meio renitente, meio teimosa, quase vintage.
Agora dizem que os blogues vão renascer. E uma galera bacana, a turma do fundão daquela época boa em que blogues eram coisa de gente diferentona que escrevia sobre nada, se reuniu pra assumir que a gente gosta mesmo é de textão. Call me old fashioned, I don’t care.
Hoje é o lançamento da Central do Textão, um lugar pra reunir esse povo de muitas palavras, do qual nós temos a honra de fazer parte, provavelmente por uma distração de alguém. Agora é tarde, vão ter que nos aturar, porque já puxamos nossas cadeiras, sentamos à mesa e pedimos a primeira rodada. Saúde e vida longa à Central do Textão! Hic!

Las Dos Fridas

Monix day – edição 2016

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O que faz uma morena linda e gostosa dançando no Dufas em plena segunda-feira? Comemora o aniversário de outra, ou melhor, de la Otra: a minha, a sua, a nossa Monix! Ok, não é uma morena qualquer, é Sophia Loren, mas tão pouco a nossa é gente de somenos importância. Muito pelo contrário: ela é demais, extraordinária mesmo, como diria o já citado urso Balu. Então vamos celebrar com abraços e carinhos e beijinhos sem ter fim, além de comentários por aqui, certo?

Lindona, mi sóciamada, pra você tudo de bom e de boas, assim mesmo no plural farto como você merece! Aliás, taí uma boa coisa pra desejar, se me for dado apenas um desejo: fartura pra você, taurina querida, de todas as formas, em todos os campos.

Feliz aniversário!

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Helê

 

Onze anos e um segredo

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Sim, mes amis, mais um aniversário do Dufas, esse dinossauro do ciberespaço que resiste e insiste, mesmo depois da decantada morte dos blogues. Se é verdade , esqueceram de avisar; se avisaram não ouvimos. Continuaremos aqui sempre que aparecer aquele desejo incontrolável de mandar uma das nossas opiniões não-solicitadas, para compartilhar conquistas e angústias, para cultivar nossa interminável plantação de abobrinhas (para os mais novos: ‘abobrinha’ era como a gente chamava zuêra no século passado). Em português escorreito: sempre que nos der na telha. Mas isso se ( e somente se) vocês também passarem por aqui vez ou outra, deixando uma pegadinha aqui e outra li, que sem vocês não faz o menor sentido.

A propósito, podem começar agora: um pedaço de bolo para cada aparição na nossa caixa de comentários.

Helê

O segredo do título? Ah, mas você acha mesmo que depois de 11 anos a gente ia ter um só, inocente? O que eu eu não podia era perder o trocadilho, né? 😉

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