Rio de Janeiro, gosto de você

dsc_0001_8

Uma alegria de trabalhar em outro município é voltar pra você todos dias, Rio.

Feliz aniversário.

(E o título da Portela é um presente muito apropriado; salve Madureira!)

Helê

Carioquices

Tava no ônibus, não deu pra fotografar. Mas foi, se não me engano, na esquina da General Glicério com Rua das Laranjeiras: embaixo de uma pichação que se repete por toda a cidade, há meses, a frase

Não fui eu

acrescentaram:

e nem a Dilma.

**

Baixa gastronomia: você consegue passar pelo Largo do Machado sem comer a esfiha do Árabe? Eu nunca. Ontem consegui comer apenas uma, o máximo do autocontrole. E da necessidade de dieta.

**

A assessora de uma autoridade municipal disse pro meu chefe: “Precisamos marcar!”. E ele: “Claro!”. Aí ela emendou: “Sexta-feira tal hora, em tal lugar?” Fiquei chocada. Tive que me segurar para não intervir e dizer “não, péra; não é assim que se faz” (como o samba do Paulinho). Fiquei frustrada como aquele mercador de “A vida de Brian”, que diz o preço e o comprador aceita de cara, sem pechinchar. Quase uma afronta, certamente uma descortesia. Carioca nunca marca de primeira; mesmo um compromisso profissional. Meu chefe, que não nasceu aqui, aceitou – mas eu reparei que ficou levemente desconcertado…

f412b4051bb45af3d0cbc88a5b568662

Helê

Olimpíada, ainda

Para Monix foi como se ela estivesse viajando; eu achei que parecia carnaval (só que mais limpo). Partimos de referências diferentes, nosostras, mas atingimos um estado semelhante: a satisfação de ter vivido um momento histórico. De um jeito ou de outro, as Olimpíadas foram um Rio (novo) que passou nas nossas vidas. E eu, confesso, me deixei levar.

Falando nele: Paulinho da Viola na cerimônia de abertura foi um golpe de mestre,  comissão de frente que deslumbra e ganha a arquibancada. Paulinho cantando o Hino Nacional me fez depor as armas e amoleceu meu coração peludo; emoção diferente mas igualmente acachapante foi ouvir o mesmo hino cantado por crianças ao som de atabaques, na cerimônia de encerramento. Orgulho, emoção. O toque tem um nome e é dirigido a um Orixá (que eu não vou citar por respeito, para não correr o risco de errar); mas é preciso dizer que foi um toque religioso, de uma parte de nossa cultura que tem sido sistematicamente atacada. A cerimônia de encerramento, aliás, foi bem negra e nordestina, como se, depois de dizer como nos formamos, na abertura, finalmente apresentássemos quem nos tornamos, na despedida.

hinoatabaque  60948780_Dancers-performduring-the-closing-ceremony-of-the-Rio-2016-Olympic-Games-at-the-Marac

Talvez a imagem do tsunami seja mais fiel que a do rio, porque antes as águas recuaram: estávamos entre a indiferença e o pessimismo. Depois, com o início das provas e as demais atrações – shows gratuitos, novos espaços da cidade, ruas cheias – fomos inundados pela empolgação; atônitos, tínhamos que decidir entre programações na rua e jogos para assistir em casa. Lembrei, com algum atraso, do que é uma Olimpíada: o maior evento do mundo em vários aspectos; também um dos mais antigos rituais da humanidade, a despeito de todas as mudanças dos rituais e da humanidade.

A diferença é que na Rio 2016 o Brasil também estava em disputa: seus signos e significados: o que é, afinal, o Brasil; do que é feito, a quem pertence, o que quer, como se mostra, quem o merece. E essa disputa inconclusa ultrapassa as cerimônias oficiais: acontece também na torcida e nas avaliações sobre ela; no que a gente chama de zuêra e que diz muito sobre como nos pensamos e vemos o mundo; nos zilhões de posts e tweets  sobre o tema, essa produção de conteúdo em massa mediada por algorítimos que desconhecemos. De um modo paradoxal, as olimpíadas foram um alívio na nossa miséria política atual mas, ao mesmo tempo e de outro jeito,  continuamos fazendo política e discutindo o Brasil.

DSC_2198“A olimpíada é uma vertigem. Um dia de jogos vale por mil” – que o diga a Luciana Nepomuceno, nossa guia oficial 🙂 . E é isso elevado à 10ª potência em tempos digitais. Hoje já parece tarde para falar sobre o assunto, as coisas se sucederam tão vertiginosamente que eu me pergunto quem lembra do choro do Djokovic, de partir o coração. Ou dos treinadores da luta olímpica que tiraram a roupa em protesto contra a decisão dos juízes – cena inusitada que passou quase despercebida, num dia de ouro no vôlei e cerimônia de encerramento. 

Eu, que não comprei ingresso algum, assisti ao pólo aquático, à final do futebol feminino e ao último dia do atletismo. Porque quem tem padrinho não morre pagão, já diz Dona Mamãe. E aqui é o Rio de Janeiro: volta e meia aparece um amigo que fortalece. No pólo vivi pela 1ª vez a experiência de participar de uma olimpíada, ouvir os hinos de outros países  e ver uma partida sem entender bem como se joga. E,  last but never least, com o bônus de ver ao vivo os corpos maravilhosos dos jogadores de pólo. No Maraca tive o prazer de reunir uma torcida feminina e feminista, minha filha included, e ver de perto a alegria de quem ganha uma medalha de ouro. No Engenhão (excessiva e desnecessariamente militarizado),  a glória foi ver o Bolt receber a última medalha olímpica da carreira dele. Eu tava longe pra cacete, mas a energia e reverência do estádio não deixaram dúvida de que aquele cara lá longe era Usain Bolt .

Uma de suas qualidades, pra mim, está em quebrar esse fetiche pela superação e pelo drama que a imprensa esportiva possui. Tem isso, lógico, mas pra mim está implícito no esporte, sobretudo o de elite. E os jornalistas usam sublinhado, itálico e negrito ao mesmo tempo para destacar o sofrimento, e tome musiquinha triste. O Bolt detona um pouco esse frisson pela dor; ele valoriza a glória e a vitória, e nessa hora goza, goza gostoso cada minuto, saboreia o prazer de sua conquista sem falsa humildade. E brinca e dança, resgatando o caráter lúdico do esporte, soterrado pelos incontáveis interesses envolvidos na atividade.

 

 

Imagem de Helena Costa

Sob o olhar de Belini

Falando em jornalismo, a mídia comprou cedo essa história de jogos da diversidade porque essa pauta já estava dada por parte da sociedade e dos movimentos sociais, vamocombiná. E o capetalismo, matreiro que só, rapidamente se apropria de qualquer coisa pra lucrar. Eu aqui acho que, mais que pedidos públicos de casamento, o que demostra que, de fato, vivemos tempos mais tolerantes, é que o choro do Djoko tenha significado apenas a sua decepção e nada mais; que as cenas de afeto e carinho explícito entre os jogadores da seleção de vôlei não tenham causado mais que admiração. Já foi bem diferente, rapeize, cês nem fazem ideia.

Outra coisa: reconheci vários atletas de edições passadas trabalhando como comentaristas, técnicos, e até mesmo entre os cartolas – cf. Bernard do vôlei, gordo, careca e orgulhoso como convém a um membro do COI. E fiz o exercício inverso, de olhar para os atletas de hoje e imaginar que papeis desempenharão nos próximos jogos, de que lado estarão e o que isso diz ou não sobre eles.  Pensando bem, é mais ou menos como na ‘vida real’, com aqueles colegas de colégio que você encontra no facebook 20 anos depois, não? 

Pra encerrar (porque todo carnaval tem seu fim), eu, que falei contra o fetiche da superação, tenho que admitir que o que mais me comoveu nos jogos olímpicos foi a quantidade de medalha ganha pelos brasileiros pretos e pobres. Uma das imagens mais marcantes foi Elza Soares no palco da Praça Mauá repetindo como um grito de guerra: “Rafaela Silva! Rafaela Silva! Rafaela Silva!”. À Rafaela – que eu vi no Parque Olímpico e fiquei tão emocionada que sequer puxei o celular pra foto -, juntaram-se Maicon Andrade, Isaquias Cordeiro, Robson Conceição, Serginho: heróis improváveis de um país acostumado a Graels e Sheidts no pódio. Vocês são os meus ídolos, e eu me emociono só de escrever seus nomes aqui. Não quis saber detalhes das histórias de dificuldades que apenas entreouvi; bastam seus sobrenomes e a cor da pele. Na disputa pelo Brasil, me representam e têm a minha torcida. Que para os que virão, não precise ser tão mais difícil.

Cqi--3SXYAAKPAn

Helê

 

 

Impressões olímpicas

Parecia até que a gente estava viajando – foi assim que minha cunhada definiu nosso deslumbramento ao chegarmos no primeiro domingo no Parque Olímpico da Barra, para ver a esgrima.

Não sou uma grande fã de esportes, mas gosto de grandes eventos, e sempre digo que esta é a verdadeira vocação do Rio. O dia a dia aqui é complicado (e tem sido cada vez pior), mas nas ocasiões de gala a gente para tudo e recebe os visitantes com a melhor louça e a toalha de linho na mesa. Por isso, já desde o ano passado, quando se abriram as vendas dos ingressos, comecei a preparar uma programação olímpica. Não poderia perder o maior evento do mundo acontecendo no quintal da minha casa.

E o primeiro deles foi mesmo no meu quintal: a prova de ciclismo de estrada, no sábado, incluía três voltas na minha rua. Assim, ainda nem bem recuperada do impacto da lindíssima cerimônia de abertura que vi pela TV, na manhã seguinte já estava tomada pela energia dos incríveis homens que pedalam mais de 200 km numa velocidade estonteante.

Mas um dos pontos positivos dos Jogos foi a distribuição dos locais de competição por vários pontos da cidade. Sendo assim, tive oportunidade de conferir de perto outros lugares, inclusive alguns que não costumo frequentar, e esportes diferentes, que nunca passam por aqui. Fui ver vôlei de praia em Copacabana; rúgbi em Deodoro; tênis de mesa no Riocentro; canoagem no Estádio de Remo da lagoa mais linda do mundo; atletismo no Engenhão; ginástica artística na Barra de novo. Passei no boulevard para dar uma conferida na tocha e na já famosa Orla Conde. Por duas semanas, fui turista na minha cidade e gostei.

Os Jogos Olímpicos reúnem os melhores seres humanos do mundo do ponto de vista físico. Mas também trazem para a cidade-sede centenas de milhares de visitantes – é impossível calcular quantos exatamente, porque muitos turistas domésticos ficam em casas de parentes e amigos, mas chegaram a falar em 1 milhão de turistas estrangeiros. A grandiosidade do evento preocupava por causa de coisas como o deslocamento desse povo todo, a capacidade da cidade de hospedar e alimentar todo mundo, etc. Não preciso dizer que deu tudo certo pois disso a imprensa já falou e ainda falará.

Já sobre a sensação de estar neste lugar, neste momento, sinto muito mas quem não viveu nunca saberá.

-Monix-

PS: E cá entre nós, estávamos precisando de um intervalo de euforia antes de retornar à depressão que nos aguarda na ressaca pós-olímpica. Que a energia positiva nos ajude a enfrentar a realidade.

#comofaz?

 

5215506_640x360

“Paulinho da Viola cantando o hino foi tipo qdo a gente tá apavorada e a mãe vem, abraça e fala, sshhh, ei, vai dar tudo certo, confia em mim” Lu Figueiredo, na mosca!

Acordei e vi as capas de jornais do mundo (0brigada, internet!), passei pela TL, catei tuites que perdi. Gargalhei, me emocionei, e sigo desistindo de dar ordem às ideias e emoções e apenas embrancig the chaos. Gostei muito dos textos do Simas, do Dinho e da matéria impecável do New York Times. Mas nada resumiu melhor meu sentimento após a cerimônia que esta frase:

Helê

 

Rio 2016, vésperas

“Quem meu filho beija, minha boca adoça”. Parte do acervo moral e afetivo da minha família, esse ditado me ocorreu quando um casal de amigos mineiros descreveu, com evidente encantamento, os dias em que estiveram no Rio de Janeiro, na semana passada. Com a intenção de justificar um não-encontro, contaram do roteiro que fizeram, uma verdadeira imersão no Centro, visitando tesouros  pouco valorizados como o Real Gabinete Português de Leitura, igrejas centenárias, botequins honestos, palácios, museus. Nem chegaram ao porto olímpico, nem subiram ao Cristo ou Santa Teresa; mergulhados nas ruas e vielas históricas onde a cidade começou descobriram um Rio que não se exibe mas que se dá a conhecer a quem dele se aproxima com interesse legítimo. A descrição empolgada, o carinho para se referir ao Rio e a alegria verdadeira me deixaram feliz por tabela, apenas por saber que eles foram felizes aqui, nessa cidade que eu amo tanto, apesar.

Parei no apesar porque não teríamos tempo para listar todos os pesares, e não é deles que quero falar. Ou não apenas. As adversidades e desvantagens de viver no Rio de Janeiro me parecem de demônio público: são muitas e todo mundo sabe e fala delas constantemente. Ainda assim, não conseguimos saída para a inadimplência ética crônica em que vivemos, (des)governados por políticos vis e vigiados por uma polícia assassina.

Galotti e Pedro Paulo Malta no lançamento do livro de Custódio Coimbra e Cristina Chacel, "Guanabara espelho do Rio"

Eu procuro saídas que não estejam no aeroporto; eu quero saber do que pode dar certo (tenho cada vez menos tempo a perder; envelheço – como os Titãs). Quero saber de iniciativas inovadoras, de alternativas, do Rio que insiste e persiste, apesar. Da Livraria Folha Seca, que promoveu uma roda de samba para o lançamento de um livro sobre a Baía de Guanabara, com o auxílio luxuoso do prof. Simas contando histórias da cidade entre uma música e outra. Do espetáculo Primavera das Mulheres, que me emocionou até a raiz dos cabelos e me deu uma dose do que eu não encontrava há tempos: esperança. Do samba na rua escondido em uma transversal da Tiradentes e do que encontrei aqui, na minha rua, sem propaganda ou alarde, comendo solto em plena tarde de domingo e acolhendo desavisados feito eu.

Na véspera da Olimpíada – literalmente – tenho sentimentos contraditórios. A cidade sabe e gosta de receber grandes eventos e levas de estrangeiros (tese defendida pela sócia há muitos carnavais). A gente tem prazer em ajudar o gringo a pedir café da manhã na padaria em Vista Alegre (né, Yabeta? 😉 ). E houve ganhos urbanos inegáveis (embora, depois da tragédia da queda da ciclovia, tudo tenha ganhado uma demão de suspeita no tocante à qualidade). Mas a que custo foram feitas essas melhorias só podem contabilizar as pessoas removidas da Vila Autódromo ou da região do porto. Foram mais de 6o mil remoções, mais do que na famosa (e também violenta) reforma de Pereira Passos. Do preço a ser pago pelo decantado legado podem falar as mães e pais de Costa Barros que a tristeza ainda não matou, para citar apenas um caso entre centenas em que negros pobres foram mortos por policiais que permanecem impunes. Tudo isso, e mais a conjuntura golpista,  deu uma freada no entusiasmo carioca. Percebo um quase constrangimento quando alguns falam sobre os ingressos que compraram, como se a gente ficassem meio sem graça de participar e gostar de um evento realizado dessa forma, cuja conta nós vamos pagar sem ter quem rache conosco.

O livro “Olympic Favela”, do fotógrafo Marc Ohrem-Leclef, revela a emoção e luta de pessoas de 13 favelas cariocas afetadas pela remoção em virtude dos megaeventos esportivos.

Por outro lado, quase todo mundo conhece alguém que está trabalhando diretamente no evento e que, inserido nas entranhas dos acontecimentos, está entusiasmado com o que de fato é, ou deveria ser, uma Olimpíada, um momento único de congraçamento. Essa visão acaba por nos contagiar positivamente;  a gente lembra porque esse circo foi armado e pensa que, ah, vai, pode ser bacana. Mas a empolgação incipiente esbarra em camadas de propaganda, marcas, negócios e rede globo que embalam o evento. Em meio a tudo isso, lá no caroço, tem o ideal olímpico e tal, mas para chegar até ele a gente tem que aturar uma quantidade enorme de supérfluos, como a bola gigantesca de uma marca de cerveja à beira da Baía de Guanabara e ouvir ad nauseam a estúpida expressão “família olímpica”, bizarrice que combina com coração feito com as mãos e #gratidão. Eu golfo feito bebê toda vez que ouço.

Pensando bem, sentimentos conflitantes são o default de quem vive aqui. É que nesses momentos de superexposição tudo se amplia, potencializa, então o bom vira ótimo, e o ruim fica péssimo. Eu vou torcer pela paz, como diria Jorge Benjor, e esperar pelo melhor. Ouvi de fonte segura que o  espírito olímpico já chegou: baixou num terreiro na zona oeste e ainda não sabe usar o BRT. Mas já pegou uma van e já, já chega aí.

Helê

Imagens: 1ª Galotti e Pedro Paulo Malta na roda de samba do lançamento do livro de Custódio Coimbra e Cristina Chacel, “Guanabara espelho do Rio”.
2ª: O livro “Olympic Favela”, do fotógrafo Marc Ohrem-Leclef, revela a emoção e luta de pessoas de 13 favelas cariocas afetadas pela remoção em virtude dos megaeventos esportivos. Outra referência sobre o tema é SMH 2016: remoções no Rio de Janeiro Olímpico, da Mórula, com o apoio da  Fundação Heinrich Böll. (Olha o jabá de amizade aqui, Manoela! 😀 ).

Minha Baía

DSC_0523
Atravesso a Baía de Guanabara quase todos os dias e eu não me acostumo. Nem com sua beleza, nem com sua luz, nem com seus azuis. Não me conformo com sua sujeira, nem com o descaso pela sua manutenção. Não me canso de observar seu entorno, me condeno pelo meu desconhecimento sobre suas ilhas; sonho com sua história. Eu me deixo seduzir pelo desenho lascivo da Ponte Rio-Niterói e ainda me encanto com a Ilha Fiscal e seu fascínio imperial. Admiro a discrição do Museu do Amanhã, que de longe não pode ser distinguido facilmente: ele rende graças à Baía, ao invés competir com seu brilho (como muitos tentam fazer com a natureza maravilhosa da cidade nem sempre). Eu ainda me assusto com o ronco dos aviões do aeroporto Santos Dumont, me assombro com o tamanho dos navios e me enterneço com o vai e vem de aeronaves, barcas, carros, saveiros e jatinhos nessa poliestação de encontros e despedidas. Eu não me habituo à majestade impassível do Redentor e nem com a imponente mistura de verde e rocha do Maçiço da Tijuca. Sempre me surpreendo com a infinita caixa de lápis de cor utilizada para os pôres do sol: varia diariamente texturas e matizes, que por sua vez mudam com o passar das estações – todo dia um efeito especial. Eu atravesso a Baía de Guanabara quase todos os dias e não me acostumo – espero nunca me acostumar.

DSC_0017_1

 DSC_1400

Helê

%d bloggers like this: