Valei-me, meu São Jorge!

“Sim, vou na igreja festejar meu protetor
E agradecer por eu ser mais um vencedor
Nas lutas nas batalhas”

Obrigada, Guerreiro!

Que me ponha onde haja.

Helê

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Odô, Ya!

(Yemanja Odoya by Júlia Rodrigues)

Saúdo a Rainha do Mar em duas representações porque sua beleza e generosidade não cabem num risco só. Ôdo, Yá, conceda tuas bençãos!

Helê

(PS: Pretendo escrever um post laico antes do dia de São Jorge; vamos acompanhar).

Salve São Sebastião!

“No Brasil, diz a tradição, que no dia da festa do padroeiro, em 1565, ocorreu a batalha final que expulsou os franceses que ocupavam a cidade do Rio de Janeiro, quando São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os invasores franceses calvinistas.”

Tião, tamo precisando dessa força aí, heim? Chega junto – e pode vir como você está que é verão, tá quente à vera.

 

Helê

 

Salve Oxum,ora iê iê!

Ninguém representou melhor Oxum nos últimos tempos do que Beyoncé.

Ora iê iê!

Helê

 

Razão e fé

Andarei vestida com as roupas e as armas de Jorge. Adoro a imagem do Buda barrigudo sorridente. Rezei com fervor e emoção numa igreja batista do Harlem. Cosme e Damião me guiarão até o fim, ora iê iê minha mãe Oxum, namastê. O manto de retalhos multicoloridos da minha fé me envolve, protege, fortalece. Eu acredito – cada vez menos em religiões, e sem dúvida em deus, deusas, divindades, energias, orixás, santos, caboclos, vibrações.

Nessa religiosidade um tanto esculhambada há poucos rituais e nenhuma disciplina. Falo com deus em momentos inesperados e em lugares insólitos – muitas vezes na natureza, quando a presença de algo maior se impõe; noutras através da música, uma das linguagens divinas. Peço pouco e agradeço muito, sempre que lembro.

Mas de vez em quando peço. Na semana passada, pedi (num lugar insólito). E percebi minha enorme dificuldade em fazer isso, porque também  aí minha racionalidade impera e no momento mesmo da reza começo a analisar meu pedido. Acho que nunca consegui pedir sem, imediatamente, considerar a viabilidade de ser atendida, meu merecimento, as chances de conseguir. Não consigo rezar: “Faça com que eu ganhe na mega sena” sem pensar que talvez não seja necessário tanto, que há quem precise muito mais, que eu não cuido do meu dinheiro como deveria… Consigo imaginar o santo revirando os olhos, colocando a mão na cintura e falando “Sério, Helena?”

Então rezo pouco porque sou relapsa mas também porque tenho dificuldades em pedir. Acabo sendo pouco específica, peço bençãos de importância incontestável, como saúde e proteção para os meus. Até para pedir recuperação para os doentes eu preciso pedir e sair correndo, se não já começo com os detalhes – recupere se for o melhor, se não ficarem sequelas, se não houver mais sofrimento. Não há santo que aguente. (Com frequência recorro ao Pai Nosso, simples, forte e eficiente: com o  ‘seja feita a vossa vontade’ entrego a deus, literalmente, e lavo minhas mãos).

Por outro lado, esse excesso analítico, rezar pode ajudar exatamente por ser uma outra maneira de pensar sobre o assunto, analisar a situação, descobrir aspectos que antes não havia pensado e, no limite, encontrar respostas. Mais ou menos da mesma maneira que a gente acaba aprendendo a matéria quando prepara a cola. Tentando se safar por não saber,  a gente faz o que deveria ter sido feito, estudar. Ao rezar, penso mais profundamente no que estou pedindo, percebo o tamanho do meu desejo, o que posso fazer para conseguir, o que devo evitar, o que não quero e não vou tolerar.

No fim das contas, Deus realmente opera de muitas maneiras …

Helê

 

Salve Jorge!

“Não peço a Deus que me dê,

mas que me ponha onde haja. “

(Howard David Johnson)

É o que eu peço, meu santo protetor, meu santo guerreiro: me ponha onde haja, que eu estou vestida com as roupas e as armas de Jorge.

Jorge é da Capadócia!

Helê

Odô Yá! Salve Iemanjá!

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(Ben Olafemi Kayede)

Helê

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