Solstício de inverno

O começo oficial do inverno aconteceu na tarde desta terça-feira (21), data que coincidiu com o solstício de inverno, fenômeno que marca o começo da estação mais fria do ano. Esta data também era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral a associavam simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento.

O solstício de inverno é ‘o dia mais curto do ano’, em que o Sol nasce mais tarde e se põe mais cedo, fato que ocorre devido à angulação da estrela perante a Terra. Por outro lado,  no solstício de inverno acontece a noite mais longa do ano. No entanto, a partir deste dia, o Sol volta cada vez mais forte, para chegar ao seu ápice no solstício de verão.

(Fontes: Wikipedia, Bruxaria, Notícias BR)

Alheia a tudo isso, acordei cedíssimo, sem despertador, e fui caminhar. Pensando em  ir em busca do sol, enfrentando o frio lá fora, ao invés de encolher-me nas cobertas. Fiquei pensando em como eu sou, de fato, uma pessoa de manhãs; na necessidade de tomar posse do meu corpo,  e lembrando de uma imagem na qual esbarrei dia desses:

Dei-me conta de que trata-se de uma escolha – como sói acontecer com várias e importantes coisas nessa vida. Iniciei o dia satisfeita e disposta a assumir um compromisso comigo mesma – o tipo mais desafiador.

E aí quando, já ao anoitecer o Google me lembrou do solstício, formou. Porque, vocês sabem, eu não acredito em coincidência – ni en bruxas, pelo que las hay...

Helê

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Fofos

Ontem tinha uma mulherada no twitter – capitaneadas pela Frida Helê – chamando o Alex de fofo. A reação foi imediata:

De fato, nada mais brochante que um homem “fofo”.  Mas então que adjetivo usar para definir os caras bacanas de nosso tempo? Sim, porque muitos homens com quem convivemos não se encaixam no estreótipo do machão-ogro que reinou durante séculos.

O século XX nos deixou heranças muito importantes, sendo uma das principais a revolução nos papéis tradicionais de feminino e masculino. Ao mesmo tempo que as mulheres conquistam o espaço público, os homens estão lutando para ocupar o espaço privado, que por sua vez também lhes era negado. (O blog Manual do Pai Solteiro, por exemplo, nos mostra uma história de um deles .)

A Helê sempre diz que se comove quando os meninos cometem diarices, como nós. Quando escrevem sobre suas angústias, dúvidas e emoções e nos permitem ver um pouco como eles são quando não estamos por perto. E é verdade: embora um homem “fofo” esteja longe de despertar nossos, digamos, instintos mais básicos, vê-los construir essa nova identidade sem abrir mão da energia masculina é muito emocionante – e também pode ser intenso.

O Gustavo tem falado bastante sobre essa nova energia masculina, no blog e na Cabana da revista Papo de Homem. Assim como ele, muitos outros devem estar pensando sobre esses novos papéis. A maioria apenas vive. E nós temos o privilégio de conviver com eles.

-Monix-

Para ler ouvindo Garotos, aqueles que usam ‘qualquer truque contra a emoção’, e pensando nos garotos do futuro.

Eles se superam

Não é a primeira vez – e provavemente não será a última – que eu reposto aqui uma imagem do Big Picture, mas eles realmente se superam – não apenas na qualidade das fotos, mas sobretudo nas pautas. Essa é sobre casamento entre indivíduos do mesmo sexo em várias partes do mundo, e merece a visita. Há imagens belas, divertidas e comoventes, muitas das quais transmitem cumplicidade, orgulho e afeição que, às vezes, faltam nos tradicionais álbuns de casamento.

Depois de ter pasado em revista todos os posts do blogue, não consigo evitar citar o post de la Otra de março de 2007, que é uma citação do Plínio Marcos: “Só dois tipos de pessoas querem se casar atualmente: bichas e padres”. Que bom que, pelo menos em alguns lugares, os primeiros possam. Justly married, como já defendi aqui.

Helê

To get

Os caras de uma banda chamada New radicals* defendem que you only get what you give, o que soa um tanto cínico e interesseiro, meio ‘toma lá, dá cá’ –  mas a canção é boa e não se pode dizer que eles estão errados de todo (*acho graça nesse nome só de pensar no oposto, “old radicals”).

Já o Jimmy Cliff, com o sempre ensolarado reggae, garante que you can get it if you really want it –  não sem tentar bastante.  Funcionou pro Jack Nicholson, ao menos, numa cena hilária de “Alguém tem que ceder” em que ele quer voltar à atividade sexual depois de um infarte.

Gregory House diz a que veio no primeiro episódio da série, quando cita “o filósofo Jagger”.  Ninguém soa mais verdadeiro para mim que Mick ao advertir que you can’t always get what you want. Um clássico inconteste, um verso conciso, áspero  e belo. Depois de repetir a sentença –  uma, duas vezes, talvez para aniquilar qualquer dúvida ou otimismo inconsequente -, ele reconhece a possibilidade de que, sometimes, you just might find what you need. Dureza a vida real, né?

Sabendo de toda essa dificuldade, Janis Joplin aconselhou com sua voz rascante e urgente: não dispense amor e afeição,  get it while you can. Para alguém que teve uma vida tão curta quanto intensa, a canção tem ares quase premonitórios.

Michael Jackson teve a mesma sacada, quando ainda era preto, no que eu creio que foi seu primeiro sucesso solo. Ainda não havia ali a angústia embebida em solidão, álcool e outras cositas mais de Dona Janis, mas outro tipo de premência: a avidez juvenil, aquela que quer sorver a vida em grandes goles. Michael, ainda muito jovem, já era esperto o suficiente para decretar: don’t  stop ‘til you get enough.

**

Apenas um pretexto para uma pleilist. Ou uma lição de inglês sobre o verbo to get. Ou umas canções que me ocorreram porque ultimamente I can’t  get no (satisfaction), at all. But I try.

Ou ainda um jeito diferente (e barato) de desejar que o Christian, no dia do aniversário dele, gets everything he wants, needs  & deserves. Para um dos nossos mais leais leitores, tudo de bom e  só as melhores canções.

Helê

Caiu da boca

Funciona mais ou menos assim: na linha de montagem do meu cérebro, assim que um pensamento chega a ser minimamente formulado, abre-se um alçapão embaixo dele, o pensamento escorrega por um atalho e vai direto para o guichê de saída – mais conhecido como a minha grande boca – antes de passar pelo controle de qualidade e cumprir todas as formalidades de praxe.

Uma Dama não Comenta

Adorei a explicação da Dama, é muito bacana quando você encontra alguém que viu os mesmos desenhos que você quando era pequena. O que resulta nisso, nessa sequela que eu também tenho: uma mente emmode desenho animado, sobretudo os ACME, com alçapões, bombas e bigornas.

Meu controle de qualidade costuma ser mais rígido, mas vez ou outra acontece o que minha amiga Caetana chama de “cair da boca” – quando você se dá conta, pimba, já falou, já era. Por isso eu compreendo a Giovanna e me identfico com aquela canção do John Mayer, apropriadamente entitulada “My stupid mouth“.

Helê

Padrões (e coincidências)

É engraçado como isso acontece sempre: as ideias estão no chão, já diziam os Titãs.

Hoje de manhã trocaram meu monitor do trabalho por um widescreen.  Eu não gosto, porque a resolução de tela adequada nunca está disponível na placa de vídeo (or something like that), e o resultado é que tudo fica deformado. Eu abro uma foto do meu filho e ele está com a cara redonda e as pernas atarracadas. A logomarca da empresa aparece totalmente distorcida no topo do site. Um saco. Mas vai explicar pro colega do suporte que ver a tela esticada é uma droga? Ele acha a coisa mais normal do mundo. (Assim como quase todo mundo que eu conheço que tem TV widescreen em casa acha a coisa mais normal do mundo ver o Bonner e a Bernardes com as caras achatadas/esticadas, ou a bola de futebol em formato quase oval, enfim.) Para piorar, o moço do suporte afirmou, convicto, que esta é a maneira correta de ser ver as imagens em telas wide. Um amigo do meu setor tentou me socorrer, dizendo que é uma questão de configurar a TV. “Mas aí ficam aquelas tarjas pretas na lateral! Você perde imagem!”

Agora vai explicar que a gente perde imagem é na situação inversa, minha gente? Quando a cena é captada em formato wide, ou para a tela de cinema, e passa na tela comum, são feitos cortes laterais que fazem com que a gente deixe de ver uma parte considerável.

Notaram que um dos personagens simplesmente sumiu da tela?
Fonte da imagem: Cinedie.com

Eu já fico p* de ter que ver um filme com as laterais cortadas, mas essa guerra já estava perdida mesmo antes de começar; agora a alternativa vai ser ver a imagem cortada E deformada?

Bom, mas isso é na TV, né? Computador é outra coisa. E cá estou eu tentando me adaptar, pois, como eu previa, a resolução ideal para meu monitor não existe na placa de vídeo do computador, então fiquei com um meio termo entre a logomarca distorcida e a letra minúscula. Eu só queria que houvesse padrões únicos para as coisas da tecnologia. Que os monitores combinassem com as imagens geradas, que os controles remotos tivessem os botões nas mesmas posições, os celulares tivessem os mesmos menus, que os teclados tivessem as mesmas teclas, enfim, que para usar uma coisa a gente só precisasse usar, e não estudar intensamente seu manuseio e funcionamento.

E a coincidência? Bom, é que enquanto eu pensava se esse assunto rendia ou não tema para um post, a anna v. foi lá e puxou o assunto. As ideias estão no chão. Pois aí eu tive que vir dar meus pitacos também. 🙂

-Monix-

Crise

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