Das contradições da internet

Ontem eu escrevi pra Vera Guimarães, pessoa que tenho na mais alta conta e carinho, com extenso extrato de milhagem no cartão Dufas de fidelidade: “Eu juro que eu não acredito quando eu penso que só te encontrei uma mísera vez nessa vida…”

E então eu pensei que sem a internet provavelmente eu não a teria encontrado, jamais. Então…viva os encontros possíveis!

O que não nos impede de continuar querendo os improváveis. Ou como diria o Quintana, “Se as coisas são inatingíveis… ora! Não é motivo para não querê-las…”

Helê

Para Cláudio

claudim

Meu amigo Claudio Luiz, o arquiteto das estrelas, freguês de caderninho aqui do blogue, o que tem sapo no blogue mas é um verdadeiro príncipe, está do outro lado do Atlântico, já há tempo demais pro meu gosto. Ele me pediu umas musiquinhas pra ouvir no trabalho, e eu decidi dedicar uma pleilist interinha pra ele, especial, pra ele tomar tenência e ver se larga dessa história de se demorar ainda mais além-mar. Temos, então, muita saudade, mas também prazer e canções de retorno que esperamos, todos os amigos, cantar em breve.

Minha já conhecida procrastinação acabou por deixar a homenagem pronta no dia do aniversário dele, então: toma essas canções como uma prenda pra aquecer seu coração e, como diz a Rita, pra declarar minha saudade.

Saúde & sorte, Clau! Seja feliz – de preferência aqui!

Tanta Saudade           Download
Ai Que Saudade De Oce           Download
Pra Declarar Minha Saudade           Download
Quando bate uma Saudade           Download
Saudades da Guanabara           Download
Volta Por Cima           Download
Bobagens, meu filho, bobagens           Download
De Volta Ao Samba           Download
Back in Bahia           Download
Irene           Download
Estranha forma de vida           Download
Alegria           Download
Alguem Me Avisou    

A ordem não era exatamente essa, querido, mas vale a intenção, né? Feliz aniversário!

Helê

Alexandre, o grande

Setembro 03, 2007

Eu tive o privilégio de conhecer esse homem (ainda que apenas por poucas e deliciosas horas).
A pureza e a inteligência se deram as mãos, em algum lugar onde os seres humanos são fabricados, e resolveram vir à terra íntegras, uma só vez. Alexandre, o grande, soube ser doce e amargo. Erudito e tosco. Sério e palhaço.
O amor dos dois, Alê a Fal, nos fazia acreditar naquela velha história de almas gêmeas. Vendo como eles viviam suas vidas juntos, percebi que o resto do mundo é que não sabe amar. Eles sabiam.
Quando nos confrontamos com a morte, principalmente essa que vem de maneira súbita, estúpida, pensamos em quanto o destino é estranho. Vida e morte são duas faces da mesma moeda. Só nos resta deixar o sofrimento vir, e depois passar. Porque eu espero, sinceramente, que a dor passe, querida Fal, e que a vida possa, um dia, sorrir novamente para você.

-Monix-

Girls just had fun

Sexta-feira, Agosto 03, 2007

Não deu nos jornais e se der desmentiremos, que a gente não gosta de publicidade, mas ontem choveu purpurina em parte do Rio de Janeiro. Éramos sete, cabalística e acidentalmente – já que uma das Supremas, nossa locomotiva social, não pôde comparecer. Mas estávamos lá, um bando de mulheres, motherns egressas do boteco mais bacana da blogosfera (uma grávida, indeed), todas felizes principalmente porque conseguimos estar perto – já que, de algum modo, estamos sempre juntas. Discutiu-se de um tudo, da inexistência de obstáculos para a Marta jogar no Flamengo à necessidade de matricular esses nossos filhos, muito espertos e cheios de perguntas inconvenientes, em escolas mais fracas, para nosso sossego. Seria impossível reproduzir aqui todas as gargalhadas, posts prontos, insights, trocadilhos, infâmias e deboches perpetrados pelo grupo – que mui ordeiramente não misturou bebidas e só tomou as começadas por ch – champanhe e chopp (tá, sempre tem uma traíra que pede cocaláite, fazer o quê?). Só to lhe contando que é pra lhe dar água na boca, para agradecer minhas amigas e dizer que ali eu sei que fui feliz.

Helê

Dedicado a vocês

Dedicado a vocês

Quem costuma cometer trocadilhos infames por aqui sou eu, confesso. Mas quem criou o mais recente deles, para nossa honra e glória, foi a suprema Dedéia, que nos deu um encargo muito importante. Vocês sabem: esse negócio de fada madrinha é pra gente comum, feito a Cinderela; Andrea Bacellar (e Carlos Matos) necessita(m) de fridas-madrinhas, ora pois. E foi com muito gosto que fomos nós ao cartório cumprir nossa missão – que os burrocratas chamaram de testemunhas de união estável, coisa mais sem graça. Eu achei que era mesmo um evento, coloquei a máquina digital na bolsa e pensei em levar umas flores, mas na hora amarelei, achei que estava levando tudo a sério demais, vendo poesia num cartório, segunda-feira, meio-dia e meia, veja você. Depois eu descobri que não era a única. E também não foi por acaso – porque nada é – que eu encontrei ontem, sem estar procurando, esse texto aqui da Dani Menezes sobre casamento. Então fica aqui essa oferta singela ao casal, a quem eu desejo que se apaixone muitas vezes mais, e a quem peço que relevem aí a pieguice, mas é que sentimental eu sou, paciência.

Helê

O que dá pra rir, dá pra amparar

Há algum tempo eu vi o ator americano Will Smith contar, em uma entrevista, qual foi a cantada mais desconcertante que recebeu: uma mulher o olhou bem dentro dos olhos e disse apenas: Anytime, anywhere, anyway. Eu adorei e guardei para falar quando encontrar o Denzel Washinton ou o Jude Law, ou qualquer outro improvável desses. :-)

***
Hoje a mesma frase surgiu pra mim com um significado totalmente diferente e importante, e eu não achei nada mais adequado e sincero pra dizer a uma amiga muito querida, que passa por um momento dificílimo.
A qualquer hora, em qualquer lugar, de qualquer jeito, Dedéia: conte comigo; conte conosco.


Helê – e Monix também

Nós, por exemplo

E só pra completar esse papo doido sobre amizades digitais, a gente queria contar pra vocês que a primeira vez que as Duas Fridas se encontraram pessoalmente (e ainda nem sonhávamos com esta sociedade que acabou se revelando tão frutífera) foi como uma mistura de blind date com amor à primeira vista. Nos reconhecemos imediatamente, e continuamos a conversa, que jamais tinha sido (e desde então nunca mais foi) interrompida.
Las Dos Fridas
PS: A gente também não está defendendo a internet como o veículo privilegiado para estabelecer relações; é apenas mais um. Só reforçamos, com base nas nossas experiências, que é possível sim, estabelecer laços reais nele; e muitas vezes o que parece uma impressão, aquilo que a gente suspeitou on line, confirma-se ao vivo.

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