Fantasminhas camaradas

Nos últimos 15 dias, encontrei na rua, casualmente, nada menos que sete pessoa vindas diretamente de momentos remotos do meu passado. (Uma impressionante média de duas por dia uma a cada dois dias!) Por que será que há momentos em que ficamos tão abertos a esses reencontros? Eu, que gosto de atribuir significados ao acaso, fico me perguntando qual o significado energético disso, que tipo de sintonia está sendo feita, por que é que estas pessoas especificamente foram postas no meu caminho neste momento. Cada um desses encontros me proporcionou o resgate de memórias que estavam bem guardadas, quase mofando. O fio do pensamento me levou a releituras de partes da minha vida que hoje enxergo de um jeito diferente, com a perspectiva do tempo que passou e da maturidade que estou atingindo. Pelo menos uma dessas pessoas me trouxe, talvez sem nem perceber, ajuda para encontrar a solução de problemas bem atuais. E conversando com ela, percebi que encontros e desencontros fazem parte da vida. Convivemos com algumas pessoas com quem nem sempre temos afinidade, e perdemos contato com outras com quem temos inúmeros pontos em comum – mas isso não necessariamente é ruim. Estando suficientemente abertos, podemos aprender muito com as pessoas diferentes, que estão inevitavelmente em nosso dia-a-dia. E, principalmente, podemos resgatar aqueles com quem não mais encontramos tanto quanto gostaríamos, sempre que der saudade.

-Monix-

Anúncios

Das contradições da internet

Ontem eu escrevi pra Vera Guimarães, pessoa que tenho na mais alta conta e carinho, com extenso extrato de milhagem no cartão Dufas de fidelidade: “Eu juro que eu não acredito quando eu penso que só te encontrei uma mísera vez nessa vida…”

E então eu pensei que sem a internet provavelmente eu não a teria encontrado, jamais. Então…viva os encontros possíveis!

O que não nos impede de continuar querendo os improváveis. Ou como diria o Quintana, “Se as coisas são inatingíveis… ora! Não é motivo para não querê-las…”

Helê

Duas Fridas, 4 anos

 

 

É hoje o dia da alegria.

Porque é preciso celebrar o que de mais precioso este blogue nos proporcionou: o encontro, os encontros. O encontro de nós duas, o encontro com nós mesmas, o encontro com vocês. Nesse tempo específico que a gente inventou e recriou, com as benesses e intempéries de que o só o ciberespaço dispõe, nós encontramos muita gente – a matéria-prima desse blogue, nossa maior aporrinhação e nosso maior tesão nessa vida.

Porque gente pode ser sensacional, e as que nos rodeiam com freqüência o são. Foram muitos os encontros, comentários que viraram pé de orelha, conversas tornadas posts e posts tornados conselhos, piadas, mantras, afagos letrados, textos carinhosos. Brindemos pois aos encontros, os que houveram e os que hão de vir.

Porque se o Poetinha estiver certo, o que fazemos aqui é nada menos que viver, aprimorando esta arte do encontro, apesar de tanto desencontro que há por aí.

Duas Fridas

%d bloggers like this: