Campanhas natalinas

A primeira delas foi uma sugestão meio sem querer da Cris, do Quitanda: natal de quatro em quatro anos, feito Copa ou Olimpíadas. Não seria uma beleza? Aderi na hora (que a minha filha não me leia!).

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A segunda campanha é de autoria do sempre elegante Claudio Luiz: que o alcaide determinasse por decreto que toda e qualquer decoração natalina pública só será permitida a partir de 1º de dezembro. 25 dias esbarrando em papais noéis,  bonecos de neve e pisca-piscas luxuriantes é mais que suficiente.

 

 

 

 

 

Helê Grinch

 

 

 

 


Eu e os Walkers

Não pensei nisso quando peguei toda a 1ª temporada de Brothers & Sisters na locadora, mas enquanto assistia, no dia 24, pensei que nada poderia ser mais adequado que passar  o natal com aquela grande, alegre, intensa e louca família. Essa série é o meu xodó atual, em termos televisivos. Que fique claro que continuo firme com House, of claro, nada abala a nossa relação. Mas pra quem, como eu, cresceu vendo novela,   Irmãos &  irmãs é simplesmente irresistível (como fica tolo esse título em português, heim?). Um novelão liderado pela Sally Field, que parece uma Regina Duarte americana, só que com (mais) talento. E exibido uma vez por semana, o que, convenhamos, é a medida exata da boa teledramaturgia. Não tem nada de original na forma ou no conteúdo, o enredo não poderia sem mais simples: a dinâmica de uma abastada família americana de 5 filhos adultos e sua mãe após a morte do pai. Sensação de já ouvi ( ou déjàvu, pros mais refinados)? Pois é, mas o texto é bem escrito, as crises e mistérios não demoram demais, há equilíbrio entre drama e comédia e um elenco muito, muito bom.  Além do mais, é família, né gente? Aquela coisa estranha à qual todos nós pertencemos, de onde todos nós viemos e de onde a gente nunca sai, na verdade. Ao assistir, a gente se identifica hora com a irmã mais velha, hora com o tio, hora com a mãe, e acaba percebendo os variados papéis que desempenhamos na nossa vida real, por assim dizer. E a Nora da Sally Field é absolutamente adorável: intrometida, forte, emotiva, prestativa, decidida, paranóica – uma mãe, enfim.  Grande série, eu recomendo.

E eu me dou conta agora  que talvez o primeiro seriado que acompanhei tenha sido Os Waltons, que eu via religiosamente com minha mãe e meu irmão nos sábados à tarde, quase um ritual familiar. From Waltons to Walkers. Que longa estrada desde aqueles sábados até esse natal…

Helê

Família

Setembro 03, 2007

Só no sábado passado eu vi Little miss sunshine. Então este post é menos pra falar do filme – que a essa altura todo mundo já viu – e mais da minha emoção com aquela história, e com aquela família considerada ‘disfuncional’, em que todos os indivíduos têm seu quinhão de loucura e fracasso, mas que como família funciona muito bem. Fiquei pensando nesse termo, e no que seria uma família funcional (um termo típico do mundo corporativo, não?). Quando uma família funciona? Quando te apóia na hora que você precisa. Mesmo que você não saiba que precisa Apóia, e não: concorda, aprova, permite, avaliza. Por outra: apóia a despeito de tudo isso, oferece suporte, sobe no palco junto – aliás, a cena do palco me comoveu horrores, acho que nunca chorei e ri tanto ao mesmo tempo com uma cena.
É uma família assim que eu quero construir, é essa “funcionalidade” que eu busco, que me interessa. Porque ser uma família muito unida sendo um Adams é fácil – gostos iguais, mesmas crenças, bizarrices compartilhadas. Duro é manter a harmonia quando cada um toca seu instrumento a sua maneira, em tons diferentes, à procura de seu próprio ritmo. Dificílimo, embora algumas famílias toquem de ouvido, nasçam com o dom, enquanto outras passam a vida tentando achar esse caminho. Não sei ainda qual é o meu caso; prometo me empenhar.

Com direito a trilha sonora, of claro.

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Helê

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