Eles se superam

Não é a primeira vez – e provavemente não será a última – que eu reposto aqui uma imagem do Big Picture, mas eles realmente se superam – não apenas na qualidade das fotos, mas sobretudo nas pautas. Essa é sobre casamento entre indivíduos do mesmo sexo em várias partes do mundo, e merece a visita. Há imagens belas, divertidas e comoventes, muitas das quais transmitem cumplicidade, orgulho e afeição que, às vezes, faltam nos tradicionais álbuns de casamento.

Depois de ter pasado em revista todos os posts do blogue, não consigo evitar citar o post de la Otra de março de 2007, que é uma citação do Plínio Marcos: “Só dois tipos de pessoas querem se casar atualmente: bichas e padres”. Que bom que, pelo menos em alguns lugares, os primeiros possam. Justly married, como já defendi aqui.

Helê

Justly married*

Minha sócia enviou o link de um excelente post da Lola sobre a direita americana e o casamento gay. Também informou sobre as articulações em Portugal, que vota na próxima sexta, dia 10, uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo (ia escrever “entre iguais”, mas só se fossem gêmeos univitelinos, né? ;-) As armadilhas da linguagem…).

É meio óbvio, ou melhor, simplista o que me vem à cabeça. Filosofia de botequim barata, talvez, mas é mais forte que eu: toda vez que eu vejo esses grupos inflamados berrando contra o casamento gay eu tenho vontade de me aproximar dizer: “Calma gente, vai ser permitido mas não obrigatório, tá? E é pra quem quiser, vocês podem continuar no armário, na boa”. Porque não consigo entender de outra maneira essa sanha se não como auto-repressão dos instintos. Precisa ser pecado e precisa ser proibido, ou de que outra maneira a pessoa refrearia as suas tendências homo? O inferno tem que ser os outros, ou eu não me salvo.

*Trocadilho com a expressão ‘Just married’ (recém casados) que pode ser traduzido por ‘casados justamente’, ‘com justiça’. Pesquisando no Google vi que já tem um filme com esse nome, cuja logo é essa que ilustra o post.

Helê

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Update: Caso a lei seja aprovada, teremos que abandonar aquela imagem de um Portugal conservador e carola que carregamos conosco. Lá será o país do aborto permitido e do casamento civil. Tipo assim, quase uma Holanda.

-Monix-

A nossa Parada

Segunda-feira, Outubro 15, 2007

Olha, eu a-do-gay ver o governador na nossa Parada Gay, cara. Deu um orgulho! Sim, eu sei que ele foi por questões políticas, mas quem foi por outros motivos? Além do mais, me fez lembrar quem foram os útlimos governadores desse estado, cruz credo!

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Ainda não é um brastemp, mas foi bem bonita a Parada. Um milhão e duzentos é um sucesso, ainda mais contando que não foi um dia de sol escaldante. Eu sempre me perguntei porque é que a gente não conseguia fazer um evento de alguma expressão – não podia ser por falta de bi, que aqui também abunda, graçasdeus!

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Falando em parada: aqui no Rio não rola “Cow parade”, isso é coisa de novaiorquino e paulistano. Aqui é a Parada da Vaca, valeu? (Ruim ter que explicar a piadinha mas… é que parada é um gíria muito comum para os cariocas, tudo pode ser uma parada, entende? Mais ou menos como ‘trem’ para mineiro) . Ao lado, a Vaca Gentileza, a nuestra, por supuesto!

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Agora, se aqui no Rio a coisa demorou a pegar, imagina o que é reunir 5 mil pessoas na Parada Gay do… Acre? Sensacional, as Bees de lá estão de parabéns!

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Eu só não fui porque era aniversário do meu cunhado favorito, vocês conhecem. Porque eu também acho que é fundamental que nós, simpatizantes, compareçamos. Até porque, como a gente sabe bom aqui no Rio, simpatia é quase amor ;-) …

Helê

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