Meme trouxa

Não somos adolescentes (há muuuuuito tempo, of course) e, portanto, já começamos a ler a saga do menino bruxo numa idade, digamos, tardia.

Mas nosso entusiasmo com as aventuras de Harry Potter e seus amigos Ron Weasley e Hermione Granger é quase infantil. De um jeito mais comedido, participamos dessa beatlemania fora de época. Por isso, estamos animadíssimas com a estreia do último filme da série. Está sendo um pouco melancólico nos despedirmos da sensação de estar sempre esperando uma próxima oportunidade de estar com nossos jovens heróis – desde o início da década passada, nos acostumamos a isso.

Mas assim é a vida. Tudo um dia chega ao fim.

Para comemorar (?), preparamos um meme sobre a série mais eletrizante da literatura e do cinema. Quem se aventura a descobrir que frida é qual?

Filme mais empolgante: Harry Potter e a Ordem da Fênix /Harry Potter e as relíquias da morte – parte 1

Melhor cena de ação: a luta entre Dumbledore e Voldemort no Ministério da Magia / Harry e Dumbledore pegando a horcrux na caverna

Melhor cena fofa: Hermione chegando no Baile de Inverno toda produzida, deixando todos de queixo caído / Hagrid chorando pelo Bicuço

Melhor cena apoteótica: os gêmeos Weasley estourando tudo e fugindo de Hogwarts /o enterro de Dumbledore (só no livro)

Melhor personagem adulto: Severo Snape /Dumbledore

Melhor personagem jovem: Neville Longbotton /Os gêmeos Weasley

Melhor personagem não-humano: Firenze/Dobby

Melhor animal fantástico: a coruja Edwiges /a  fênix de Dumbledore

Melhor apetrecho bruxo: o relógio da casa dos Weasley  (“A Toca”) /a Penseira

Cena que fez chorar mais: a morte de Sirius Black (só no livro)/a morte de Dumbledore

Melhor cena de premiação: A comemoração na sala comunal da Grifinória à vitória no quadribol, graças ao desempenho de Ron Weasley/Dumbledore premiando Neville por enfrentar seus amigos.

Melhor fala de briga: “Você me chamou de covarde, Potter?”/“Minha filha não, sua vaca!

Melhor feitiço: Ridikkulus!/Spectum Expecto* Patronum!

Melhor vingancinha: Feitiço dedo-duro de Hermione Granger sobre Marieta Edgecombe/Harry libertando Dobby dos Malfoy.

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As Duas

*Obrigada pela correção, VP!

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Sobre Harry Potter

Dezembro 03, 2007

Atenção: este texto contém spoilers – informações importantes sobre o último livro. Caso não queira saber, pare agora ou cale-se para sempre

“Não há nada só bom
Não, ninguém é só mal
Se o início e o final de nós todos
É um só”

Lulu Santos

Eu poderia falar da fantástica mágica realizada pela J.K. Rowling fazendo legiões de crianças e adultos no mundo inteiro acompanharem uma história que se estendeu por 10 anos e sete livros. Ou de sua assombrosa capacidade de colocar o leitor dentro da cena, de modo que todos os filmes subseqüentes, bons ou ruins, ficaram sempre aquém das imagens que ela foi capaz de provocar em nossas mentes. Há ainda a relação especial construída entre leitores e personagens desse folhetim-entre-séculos, sendo que muitos leitores acompanharam e amadureceram junto com os personagens, num paralelo ficção/realidade muito interessante. Eu poderia falar disso tudo e muito mais por muito tempo, mas apenas pra iniciar a conversa com quem quiser papear sobre o assunto, seguem três pontos de destaque neste último livro da série:

– Família é (quase) tudo: a origem familiar dos personagens parece, em certos momentos da saga, determinar o caráter e/ou o destino dos personagens. Mas, no final das contas, nem tanto. Pois Harry e Você-Sabe-Quem têm origem semelhante: ambos são órfãos criados sem amor, e transformam-se na antítese um do outro. A família perfeita, aquela da qual queremos fazer parte – ou pelo menos ser amigos -, os Weasley, tem também um desertor, Percy (ainda que ele se arrependa e reúna-se aos seus perto do fim). A relação entre irmãos, aliás – de amor, inveja, ciúme, disputa – justifica muita coisa na história. Basta lembrar de Petúnia e Lílian, ou Dumbledore e os irmãos. A família tem, de fato, um papel fundamental – mas não é uma sentença. O amor é o que realmente faz a diferença, e os amigos, a família escolhida, são igualmente valiosos. O que nos leva ao segundo ponto:

– Nada se consegue sozinho: Harry é um herói bastante humano no que tem de indeciso, inseguro, na luta contra a condição de herói que não escolheu. Herói que perde tanto ou mais do que ganha; se consegue triunfar no final paga, para isso, um preço alto. Ele também é corajoso como um verdadeiro herói, disposto a dar a vida para salvar a de outros. No entanto, não chegaria aonde chegou sem muitas e variadas ajudas, desde o Sábio dos sábios, o velho Dumb, até elfos domésticos e gnomos, passando por figuras de inteligência e bravura medianas como Neville e mesmo Rony. Desde o núcleo de amizade formado com Hermione e Rony até a Armada Dumbledore e a Ordem da Fênix, passando por colaborações avulsas e inesperadas (Aberforth, por exemplo) Harry Potter conta com o auxilio luxuoso de muitos para salvar a todos.

– De perto ninguém é tão mau. Esse pra mim é a grande bandeira defendida pela J.K. Rowling, a máxima potteriana por excelência, especialmente no último livro. Os podres de Dumbledore – compreensíveis, mas podres, anyway – os vacilos de Harry diante das maledicências sobre o diretor; a capacidade de transformação de alguém como Monstro, tomado de rancor; a capitulação de Lovegood em função da filha; o vacilo de Pettigrew que lhe custa a vida; a devoção dos Malfoy pelo filho e a traição de Narcisa em função desse amor; todas situações que mostram as pessoas com muitos tons e nuances, sem a monotonia bicolor limitada do bem e do mal. Nossa condição humana estabelece-se exatamente pela nossa capacidade de sermos muitos e plenos nessa multiplicidade – e, portanto, somos todos heróis, bruxos, sábios, trouxas, mães, alunos, elfos, fantasmas, gigantes, comensais. Se de perto ninguém é normal, como sacou Caetano, de perto ninguém é tão mau, nem tão bom. O personagem que melhor representa isso, e talvez por isso seja o mais fascinante pra mim é Severo Snape, ambíguo do início ao fim, até a raiz dos seus cabelos sebosos. Aquele viveu e morreu na fronteira entre o bem e o mal, e só pôde ser salvo pelo amor – platônico, impossível, não-correspondido, mas amor ainda assim, capaz de salvá-lo da perdição completa. Amor que era incompreensível para Voldemort, e que por isso deixou-lhe um flanco aberto.

O que me leva à síntese de tudo isso, cantada por outros meninos tempos atrás: “All you need is love – love is all you need“.

Ah, esses ingleses…

Helê

Sábado, Julho 07, 2007

Eu e Letícia fofocando sobre o mundo potteriano. O gancho do papo é Molly Weasley.

Mônica: ela ainda cuida tb do harry e da hermione, pq os dentistas lá não dao a menor bola pra filha
a garota agora passa tb as férias fora de casa
Leticia: exato.. todas as férias la ta ela junto deles…
Mônica: não bastasse ir pro colégio interno o ano letivo inteiro
Leticia: exato. Ou seja, não vêem a guria
Mônica: isso é um ponto meio surreal da história, nunca entedi bem. mas enfim…
Leticia: é meio louco. Como Sirius fazia sentido, ele era a ovelha negra da família
Mônica: pois é
e ele era de família de bruxos, afinal
Leticia: Mas ela não parece ter problemas de relacionamento com os pais
Mônica: exatamente, não rola problema de relacionamento. então. vc é um casalzinho muggle normal, vivendo sua vidinha de dentista
Leticia: hahahahaha
Mônica: um belo dia chega uma coruja com um pergaminho e proclama q sua filha é bruxa
Leticia: casalzinho muggle normal foi ótimo
Mônica: sua filha de 11 anos, note bem
Leticia: hahahahaha
e vc libera ela pra ir pro colégio de bruxos
Mônica: bem, então vc fica toda contente, sua filha é bruxa, que legal! e manda ela pro colégio interno, onde vc não pode nem entrar pra ver como é
Leticia: cara, é muito surreal mesmo
pois é…. muito estranho…
Mônica: então. aos poucos, a menina vai se empolgando com a idéia
passa a não voltar pra casa nos feriados
e enfim, antes dos 16 anos completos, a rebelde decide que nem as férias ela vai passar com vc
Leticia: Ok, q eles tenham conceito de família diferente de nós, com 17 anos estejam mais é querendo voar mesmo e dar adeus aos pais, mas po, aos 11 não acredito que isso ocorra. Não podem ser tão precoces
Mônica: aliás, mesmo antes disso, porque teve um ano aí que ela foi pra uma escola de bruxaria na frança fazer curso de férias, se não em engano
a história toda é surreal demais, hahahahaha

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