Correndo como uma mulher

Para Manu, companheira de corridas, cortejos  e desfiles 😉

Kathrine Switzer, primeira mulher a participar da Maratona de Boston (EUA), em 1967 – apesar da tentativa de um dos organizadores de retirá-la da prova. Ela correu um total de 35 maratonas e até hoje viaja pelo mundo promovendo corridas femininas. Leia mais sobre ela nessa reportagem.

A americana campeã dos 800 m,  Alysia Montano, cresceu jogando futebol e apostando corrida com os meninos da vizinhança. Nessa época começou a usar uma flor nos cabelos “para lembrar a eles que estavam perdendo para uma menina”. Alysia mantém a marca registrada: “a flor significa força com feminilidade. Acho que as pessoas dizem coisas como ‘você corre feito uma garota’. Isso não significa que você corra macio ou  de um jeito delicado. Significa que você é forte”. (via High Heels)

Helê, voltando a correr

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A maldição da 2ª peça

Vocês conhecem a maldição da 2a. peça? É assim: voce vai àquela loja bacana, onde voce nunca pisa, mas era tempo de liquidação, aí você encontra aquele vestido tudibom com preço bom.  O que voce deveria ter feito? Deveria ter comprado aquela peça e  deveria ter saído correndo da loja, botar o joelhinho no milho e agradecer aos céus pela graça alcançada.  Mas não, você fica olhando as outras peças e a moça te convence a levar… A CALÇA DOIRADA.  É isso a maldição da 2a. peça.

Ah, eu agradeço todos os dias a graça alcançada de privar do convívio virtual da Vera, benzadeus!

Helê

Não quero mais nada que me machuque

Esta é a campanha em andamento aqui em casa. Conseqüência imediata: menos três pares de sapatos que me apertavam, já havia algum tempo.

Em minha defesa alego que eram sapatos fechados, do tipo que eu uso pouco. Contra mim admito que não há razão lógica para crer que o sapato que incomodou hoje será confortável daqui a seis meses. No entanto esses pares persistiram, de estação em estação, até a atual revolta.

Porque, veja bem, apesar de ilógico, esse comportamento se mostrou quase um padrão. E o pior, um padrão coletivo, se vc entender as Duas Fridas como amostragem suficiente para o adjetivo. Quando contei pra Monix da campanha ela riu de mim e dela, pois confessou agir de modo semelhante. Será o que isso, gente? Culpa cristã? Anti-consumismo desenfreado? Cacoete de gênero, fruto da iniciação precoce das mulheres nos rituais sacrificiais da depilação, retirada de cutícula, chapinha e outras crueldades banalizadas?

Eu não sei, cara, mas por algum motivo ainda obscuro a gente fica dando chance pra um sapato (!?!), com pudores de jogar fora ou doar pra alguém. Não sem antes insistir,  tentar  superar o incômodo  até o limite – pra só então, com uma reluzente bolha  no dedinho, concluir:  “É, não dá mais”.

Enquanto tento entender esse comportamento bizarro,  sigo na campanha e abro espaço na sapateira – meus pés agradecem.

Helê

Caminho do meio

Eu disse outro dia para uma amiga, na sincera intenção de ajudar:

– Parafraseando a Adélia Prado, “mulher é desdobrável. Você é” (mas eu admito que dá um cansaaaaaço desdobrar tanto…).

E ela me respondeu, com igual sinceridade:

– Desdobrar? Eu me sinto um origami…

Porque, como tentam ensinar há milênios alguns orientais, tudo que salva, mata, e vice-versa, dependendo da proporção. E nas relações todas, convém o equilíbrio entre o excessivo flexível e o rígido absoluto. A mulherada tende ao origami, e não acha a forma original, depois de tanta dobra.

Helê

Validade

Abril 22, 2008

Uma amiga viajou com o marido e na volta descobriu o seguinte: prazo de validade de marido 24 horas é o mesmo da unha feita: 8 dias, um reparo lá pelo 10o. dia, voce empurra até o 15o., 16o., depois descasca irremediavelmente.
Vai dizer que não?

-Monix-

Janeiro 31, 2007

Hoje vim trabalhar usando uma camiseta com a estampa de Iemanjá.
Fui almoçar com uns amigos do tempo da faculdade, e, na saída, meu amigo Fernando me disse que estou dois dias adiantada, porque a festa de Iemanjá é só na sexta-feira.
Aí eu comecei a explicar: pois é, nem me liguei, mas é que… E ele: era a primeira que estava na sua frente, né? E eu: Fernando, por quem me tomas? Claro que não, queridinho. É que eu escolhi primeiro a sandália (uma liiiinda que comprei da Reina Madre, vermelha e azul de bolas brancas), aí tinha que pegar uma saia que combinasse, que é vermelha também, aí pensei em botar uma camisa azul marinho pro cima, e aí precisava de uma camiseta que combinasse com tudo isso, entendeu? E ele: caramba, é por isso que eu não entendo as mulheres.
😉

-Monix-

Prioridades

“Mas por que, Dra. Fábia, ainda não inventaram o Viagra da celulite? Os laboratórios não saberão o que é lucro até que esse dia chegue, acredite em mim.”

A Ruiva não deve sabe o que é esse problema, só de ouvir falar, é, claro, porque sabe-se que essa mulher é feita de outra matéria. E a dra. Fábia em questão não passa da mais incrível coincidência, mas que é fato, é. Queremos o Viagra da celulite, e logo. Eu sei que a pesquisa da cura do mal de Alzheimer é mais importante, mas paciência, há momentos em que a cerumana precisa assumir que é um poço de futilidade cercado por um fino murinho de pedras que simulam uma consciência. Pronto, confessei.

-Monix-

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