Pais

Alguns créditos:
– Somali girl taking shelter under her father as they queue for a meal at the dadaab refugee camp in eastern Kenya. (Salvo de nbcnews)
Will Smith & Jaden Smith
– Barba: Izismile
– Kobe Bryant &  Daughter  (camisa amrela)(Salvo de expressionsofsisca.tumblr.com)
– Actor Brian White holding his adorable daughter. (Salvo de blackcelebkids.com)
– Robert Downey Jr. and his son (kikisloane.tumblr)

Helê

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E se fosse a mãe?

As fotos de Dave Engledow rapidamente tornaram-se populares na internet  e – num movimento cada vez mais comum -, acabaram virando notícia também na mídia tradicional. Tudo porque o fotógrafo  criou uma série em que aparece como  “o melhor pai do mundo”, só que não: em todas as fotos ele está com a filha Alice em situações perigosas ou, no mínimo,  inadequadas.

Achei as fotos divertiíssimas, e  logo que vi pensei: “Só podia ser um pai”. Tenho a impressão que eles tendem a ter um humor muito próprio no exercício da paternidade, um ‘relax’ que as mães não experimentam na mesma medida. Essas afirmações contém, claro, o perigo de todas as generalizações e, sim, estão previstas as proverbiais exceções. Mas, na boa, você imagina uma mãe nessas poses?

Bem, se alguma pensar em fazê-lo eu desaconselho, por muito menos outras foram queimadas na fogueira da internet. Li comentários raivosos sobre a mãe que fotografava a filha dormindo em diferentes cenários. A maternidade continua sendo território livre em que todo mundo se sente completamente à vontade para dar palpite não-solicitado. Fosse uma mãe a fotógrafa e ela seria processada por negligência num clique.

Mas preciso admitir que o inferno não são os outros, apenas: nós mães tendemos a ser reverentes demais, preocupadas com a opinião alheia, tensas (olha a generalização de novo aí, gente! Chora cavaco!) .

Voltando aos pais: reconheço que o desprendimento que identifico neles tem relação com a cobrança menor (e, consequentemente, um reconhecimento excessivo: já viu como são admirados quando desempenham a heroica tarefa de… trocar uma fralda?).  Talvez eles simplesmente possam ser mais leves porque não sentem a mesma pressão que as mulheres. (Não que estejam livres de tensões e preocupações, isso faz parte da descrição do cargo.)

Meu ponto é o seguinte: paternidade e maternidade diferem em vários aspectos, há um jeito masculino e um feminino de ‘parenting‘ (palavra inglesa que eu adoro e designa essa tarefa hercúlea, fascinante e única que é criar filhotes humanos). Não há melhor ou pior, mas suspeito que sairemos todos ganhando se pudermos observar os modos do outro com curiosidade, respeito e a mente aberta para adotar novas práticas e abandonar antigos vícios. Pode ser bacana para nós, mães, exercitar mais esse lado irreverente e relax. Eu, pelo menos, tento.

Helê

Pais que cuidam de filhos/as sem as mães

Setembro 17, 2007

O Instituto NOOS vai realizar no dia 8 de outubro, no Rio de Janeiro, a palestra “A experiência de pais cuidadores de seus filhos sem a presença das mães”. A palestra será proferida por Maria Luiza, psicóloga e psicoterapeuta corporal da maternidade-escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que vai apresentar o resultado de sua pesquisa sobre a relação entre homens e cuidado. Foram entrevistados 16 pais que cuidam de seus/suas filhos/as sem as mães. Uma das conclusões do estudo é que o homem tem total capacidade de cuidar de seus filhos, apesar das representações tradicionais relacionadas a gênero e diante das crises vividas pelos/as filhos/as por causa da ausência materna. O NOOS fica na rua Álvares Borgeth, 27, Botafogo. As inscrições custam R$ 25,00 e há somente 30 vagas. Informações e inscrições pelo e-mail noos@noos.org.br ou pelos telefones (21) 2579-2357 e (21) 2579-2511.

Fonte: Rets – Revista do Terceiro Setor

Como nós já suspeitávamos, né, Sócia? Só falta agora os homens serem informados disso…

Helê

Para pais e fóderes (o masculino de motherns)

Agosto 13, 2007

Parabéns e uma braço de filha (o)


Fonte: Good creative photos

Helê
PS: Tá, foi ontem, mas domingo ninguém passa por aqui mesmo…

12:27 PM

Fofo e alvissareiro

JG: Você teve uma filha, né?

MS: É., a Catarina (sorrisão) Linda, linda!…
JG: Esse negócio de filho não é demais? (sorrisão)
MS: Nossa, entra na sua vida com uma violência — porque é violento mesmo, tua vida muda completamente, de uma hora pra outra…
JG: Pô, de repente você pensa que veio ao mundo pra isso. Que é isso que você tem que fazer na vida, mais nada… (…)
MS: A tua ainda toma leite NAN?
JG: Não, já tomas aqueles mais baratos…
MS: A minha tá comendo papinha …(sorrisão)
JG: E você faz aviãozinho?
MS: Faço, claro. Sabe que ela dorme a noite toda, desde que nasceu?
JG: Cara! E a tua já fala papai? (sorrisão)
MS: Não, ainda não. Mas vai ser a primeira palavra que ela vai falar! Menina tem um lance especial com pai.
JG: E menino com a mãe.
MS: Pô, se deixar a gente vai fazer um programa inteiro só falando de filho…
JG: Por mim, tudo bem, filho é o máximo! Você pretende ter mais?
MS: Sim, mas não agora… muita despesa…
JG: Pô, mas você não pode pensar em grana quando o lance é filho, né?
MS: É, mas tem que dar um tempo. E você, vai ter mais?
JG: Já tá chegando, em setembro taí. Pô, minha filha tem um gênio difícil, tava ficando muito déspotazinha, aí eu falei ”Vai Ter um irmão, aprender a dividir e tal…”

Uma e meia da matina, eu zapaeando, dei de cara com essa conversa entre o ator Marcelo Serrado e o apresentador e músico João Gordo. Dois exemplares inequívocos de machos ocidentais tendo o mais fofo e legítimo papo-fralda, na maior desenvoltura. Fui dormir contente, pensando que nem tudo está perdido…

Helena Costa

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