Raça & gênero

Aconteceu há alguns meses, mas acho que ainda vale ser contado: foi em janeiro, no dia da posse do Obama. Eu queria assitir, claro; a cria, do alto de seus seis anos, claro que não. Ficamos negociando a tevê, eu correndo para o canal jornalístico entre um desenho animado e outro, e ela achando muito chato aquilo. Aí eu fui tentar explicar porque eu estava tão interessada.  O que, vocês têm que convir, não era propriamente fácil de fazer sem ficar tudo ainda mais chato. Eu comecei dizendo que eu gostava dele, torci por ele na eleição, e que o presidente antigo era muito ruim. Acrescentei também que era o primeiro presidente negro daquele país – nada que justificasse a interrupção dos desenhos, era o que ela parecia pensar. Pra ilustrar, peguei a charge que estava no meu painel e mostrei pra ela. 

Foi quando a fichinha caiu e ela fez uma cara muito espantada, perguntando: 

– Mas só esse preto, mãe?!

Pra logo em seguida questionar:

– E mulher, não teve nenhuma até agora?!

Helê

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About Obama – again

Quando li a declaração do músico Jay-Z achei forte, uma inspiradora sucessão de imagens. Mas como foi no domingo passado, já havíamos falado sobre isso aqui, eu refreei a idéia de postar. Mas depois de assistir agora à tarde ao documentário “O assassinato de Martin Luther King”, no GNT, virou uma necessidade transcrever as palavras do rapper:

“Rosa Parks se sentou, e Martin Luther King pôde andar. Martin Luther King andou, e Obama pôde correr. Obama está correndo, e nós todos podemos voar’.”

O bom documentário tem reapresentação no GNT domingo, 16/11, às 9h30. No Google video ele parece estar na integra, mas sem legendas. O titulo original e Death In Memphis – The Mysterious Assassination of Martin Luther King Jr.

Helê

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