Salve Cosme, Damião e Doum! Viva as crianças!

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“Mas minha cabeça é sã
Porque Cosme é meu amigo
E pediu a seu irmão, Damião
Pra reunir a garotada
E proteger meu amanhã, meu amanhã”

Patota de Cosme, Nilson Bastos, Carlos Sena

Helê

Santa Geórgia?

Helê

Deus, de novo

Pra Sil Flaqueto

Helê

Heard on tv

Do excelente episódio Unfaithful, de House, duas pérolas. Uma é a minha cara, aquela que não acredita em coincidência:

Einstein said, ‘Coincidence is God’s way of remaining anonymous.”

A outra é a cara do meu amigo ateu praticante, ironicamente batizado Christian:

God is not the opium of the masses; it’s the placebo of the masses“.

Helê

Desbatizar

debaptismFenômeno típico desses tempos internéticos: uma brincadeira ganha projeção e substância, tornando-se manifestação política. Segundo matéria da revista Time, em abril somavam mais de 100 mil os downloads de um certificado de “Desbatismo” fornecido por uma Sociedade Secular Nacional da Grã-Bretanha. Embora tenha estado disponível por cinco anos no site, o certificado começou a ser baixado na média de mil por semana, levando a NSS a oferecer uma versão para impressão por $4.50, que atingiu a marca de 2 mil pedidos em 3 semanas. Ainda de acordo com a Times, cada vez que o papa fala uma estupidez qualquer – como dizer, em visita ao continente mais devastado pela Aids, que a camisinha pode piorar o problema – os downloads aumentam. Uma opção interessante, nesse momento em que os ateus são conclamados a sair do armário.

Helê

Ora iê iê ô

8 de dezembro, dia de Oxum
e de N.Sra da Conceição

Helê

Uma jornada

Notas sobre a participação num encontro ecumênico latino-americano:

* Logo na abertura, uma ciranda. Ô coisa mais brasileira, comovente, infantil, aconchegante esse negócio de ciranda. É como um código universalmente brasileiro – todo mundo sabe, conhece, já brincou um dia.
* Uma liturgia aberta pelo Povo do Santo, que solicitou – e foi atendido – que a platéia levantasse para ouvi-los cantando para os Orixás. Ah bom, agora sim, agora é comigo esse negócio de ecumenismo.
* O povo do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto conquistou a todos da organização pela delicadeza com que pediam as coisas mais simples, pela sinceridade com que agradeciam aquilo que, na verdade, era nossa obrigação. Distribuíram chaveiros, esperanças, bonés e sorrisos. E ainda chamavam o certificado de diploma. E é, pra eles é. Uns fofos.
* A discussão era sobre intolerância religiosa, mas a pessoa iniciou sua fala informando sobre uma terrível tormenta que atingiu a Guatemala em outubro. Choveu no país durante oito dias ininterruptamente, vocês têm loção do que é isso? Uma tragédia – da qual a gente nem ouviu falar. E porque a gente lê todo o dia sobre o Iraque e ou sobre Qualquerquistão que entre em guerra? Chega dar vergonha quando estamos com outros latino-americanos (si, nós também somos!) o quão pouco sabemos sobre nossos vizinhos.
* O coordenador do Eureka, um grupo que trabalha com meninos e meninas de rua fazendo um som da pesada, em todos os sentidos, agradeceu a platéia e avisou que o grupo participaria no dia seguinte da liturgia: ”Amanhã nós estaremos na mística’. Perfeito, mais ecumênico, impossível.
* Mais ecumênico que isso só o incenso que comprei na volta: incenso São Jorge.

Helê

Que o novo Papa seja iluminado.

Amém.
Monix, duvidando bastante

A mídia subiu no telhado (de novo)


Gente, o papa foi eleito para Academia Brasileira de Letras e eu não soube?

Essa manchete, publicada no sábado de manhã — antes, portanto, da confirmação oficial da morte de João Paulo II — já adiantava o espetáculo exagerado da mídia que viria a seguir. Eu não sou católica, admito — embora tenha reservas de cristianismo indeléveis na minha formação. Mas mesmo considerando a extensão e influência da igreja católica aqui e no mundo eu não consigo entender porque tanto espaço e tempo dedicados à morte de um homem idoso e seriamente doente há anos; internado há semanas. Também não consigo enxergar tanta excepcionalidade numa suposta ”trajetória dedicada à paz” – como se essa não fosse um missão papal em si. Sim, foi um longo papado, 26 anos, mas desde quando longevidade é sinônimo de qualidade? E porque foi longo, porque nos últimos anos de vida foi executado com esforço e sacrifíco físico ele torna-se automaticamente um santo ?

Além disso, há algo de muito incômodo — para dizer o mínimo — nesse longo ritual fúnebre exibido à exautão pelas tevês de todo o mundo. Sobre isso o Guilherme Fiúza escreveu muito bem no texto ‘O papa empalhado’. Embora não concorde totalmente com o texto, ele aponta interessantes razões para a minha estranheza diante dos ritos e vale a leitura – se me permitem a dica.

Helena Costa

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