Maciço

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(Francis Baker)

Da série Corações

Helê

Tramado

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(Sabine Felciano)

Da série Corações

Aquele um

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(2015 Year in Pictures: Part II , The Boston Globe)
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(Huffington Post)
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(The Boston Globe)

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(Salvo de archiveshare.net)
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Helê

No mar você nunca está sozinho

Mais um da série, este com matéria no Huffington Post (em inglês).

Helê

No mar você nunca está sozinho

no mar

(Landscape & animals via fabforgottennobility)
 Helê

Vizinhança

Sam Waterston, Lily Tomlin, Jane Fonda and Martin Sheen in the Netflix Original Series "Grace and Frankie". Photo by Melissa Moseley for Netflix.Ê

Photo by Melissa Moseley for Netflix.

 

Assisti Gracie and Frankie e gostei imenso, de ficar economizando episódio porque são curtos e poucos. Quando aconteceu o inevitável, a série acabou, pensei em escrever sobre, mas é difícil perceber a relevância de um assunto nestes tempos on demand; achei que todo mundo já tinha visto e que havia perdido o bonde dessa história*. Aí a Luciana Nepomuceno fez um post citando a série, fui comentar e quase soltei um post sem querer – às vezes tenho essa incontinência, gente, dsclp. Então vim aqui dizer que o quanto eu achei bacana a série, a começar pelo elenco. A oposição entre um estilo de vida mais careta e outro alternativo, o choque de dois casamentos desfeitos em função de um amor homossexual, tudo isso entre personagens idosos, poderia facilmente descambar para algo estereotipado e histérico não fossem as interpretações de Sam Waterston, Lily Tomlin, Jane Fonda e Martin Sheen.

Percebo agora que, desde que passei a morar na Casa dos Quarenta, tenho olhado com especial interesse para a vizinhança e me interessado por obras com atores e/ou temáticas mais velhos. Gracie e Frankie junta-se a O exótico Hotel Marigot, E se vivêssemos todos juntos, O Quarteto, para citar apenas alguns dos bons que vi nos últimos anos e que me encantaram. Na série da Netflix me agradou particularmente esse humor sutil que, em geral, provoca apenas um sorriso cúmplice mas nem por isso é menos restaurador que uma franca  gargalhada.  Nada dos risos ritmados e excessivos da maioria das séries; aos 70 anos ninguém mais ri tanto em meia hora como em “Friends” (suspeito quem nem eles naquele tempo). Em Gracie & Frankie o humor frequentemente roça no drama, em maior ou menor intensidade  – como sói acontecer na vida real, onde esses dois são mais parceiros que rivais.

Como eu disse no post da Lu, a série tem um humor que comove, um amor que diverte e uma objetiva falta de tempo com o que não é necessário. Porque não há tempo (nem na vida nem na série) para se demorar demais na dor; ao fim e ao cabo trata-se de uma comédia (na série como na vida). O que alguns consideraram falta de timing de comédia eu considerei perfeitamente identificável e divertido, embora, claro, agridoce às vezes. Fico particularmente tocada com a situação de Frankie e Sol, que vivem o fim de um casamento mas não do amor – como terminar algo que não acabou? Há ainda uma série de outras questões importantes referentes ao envelhecimento tratadas com graça e carinho, sem que a idade seja algo a se combater (como prometem fazer alguns cremes) ou que exija piedade (como imaginam certos jovens). E não se pode perder de vista que, embora  toda a ação se desencadeie pela vontade dos homens, são as mulheres as protagonistas: duas velhas mulheres obrigadas a lidar com novos desafios no fim da vida. (Let’s face it, gente, aos 70 anos certos eufemismos não cabem).

Para quem ainda não viu, #ficaadica. Para quem, como eu, está à espera da segunda temporada, bora trocar figurinhas aqui ? Diz pra mim o que você achou.

Helê

 

*Adoro esse regime netiflixiano, nada como criar suas próprias maratonas e não ser incomodado pelo trivago ou pelo curso de zumba. Mas ainda não me acostumei com a perda da experiência coletiva de assistir , comentar no dia seguinte: “Viu o capítulo de ontem?!“. Difícil encontrar alguém que esteja no mesmo ponto que você, então forçosamente o grau de empolgação, encantamento ou decepção difere do seu. Talvez um dos muitos encantos de Games of Thrones seja exatamente nos devolver esse sentido de público, de coletivo. São apenas dez capítulos uma vez por ano; durante 10 semanas o mundo gira em torno de Westeros. E o mundo parece  menos desagradável quando se assemelha a uma aldeia. 
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