Porque Veríssimo é meu pastor

Nada me faltará, e está garantido ao menos um sorriso no domingo. Neste que passou ele me arrancou uma gargalhada :

Estou me sentindo culpado. Nunca usei o trema. Desde que aprendi a escrever — sem piadas, por favor — , ignorei o trema. Quando comecei a escrever, por assim dizer, em público, continuei a ignorá-lo. Os revisores, se quisessem, que acrescentassem os tremas onde cabiam. (…)

Mas, com a nova reforma ortográfica, o trema vai desaparecer. E eu fiquei com remorso. Talvez tenha sido injusto com ele. O trema, afinal, tinha uma história. Tinha uma razão para existir, mesmo modesta. Tinha uma função, mesmo dispensável. E eu o desdenhara sem dó, coitadinho. ”

“Müller e Anaïs”,  O globo, 30/11/08

Helê

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Eu e Meu Rei

Junho 19, 2007




Hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil

Gente, são raros os meus momentos de timidez ou embaraço, mas são como os de qualquer um: eu ensaio o texto infinitamente e na hora sai tudo errado, eu gaguejo, o coração dispara e depois eu me acho uma imbecil. E tenho certeza que o outro me achou uma anta rematada. Mas valeu a pena tudo isso pra tirar uma foto com ele, dizer que eu o leio desde a época do “Para gostar de ler” – cujo título cumpriu a função. E dizer ainda pra ele que eu digo sempre pra vocês, meus amigos: “Veríssimo é o meu pastor e nada me faltará!”

Helê, novamente embevecida

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