Livros, livros e livros 

A Val, do blogue 1 pedra no caminho (que inclusive é nossa colega lá na Central do Textão) propôs uma brincadeira com livros – e juntou duas coisas que adoro, daí que ficou difícil não aderir.

Se é verdade que “quem ama dá livros”, aí vão meus presentes para vocês.

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1. “É só uma lembrancinha…” (Um livro curto ou com menos de 100 páginas que tenha te encantado.)

Grimble, de Clément Freud. (Sim, o autor é neto daquele outro Freud mais famoso, o Sigmund.)  O menino Grimble tenta manter a ordem e a sanidade mental enquanto seus pais porralôcas vajam pelo mundo e se comunicam com o filho por meio de bilhetinhos e telegramas. Uma delícia.

(Enquanto estava escrevendo este post descobri – a Fal me contou – que  o Clément Freud foi recentemente acusado de pedofilia, e ao que tudo indica, era mesmo culpado. Meus sentimentos sobre Grimble ficaram bastante confusos.)

2. “Não precisava!” (Um livro que você amou ganhar de presente ou qual tipo de livro você mais gosta de ganhar.)

Gosto de ganhar livros que eu nunca compraria (tentem adivinhar quais são, rsrsrs)

Dos que ganhei de presente nos últimos tempos, o mais legal foi Cartas Extraordinárias, edição linda e correspondências verdadeiras e incríveis de pessoas sensacionais. Como não amar?

3. A embalagem perfeita (Uma capa sensacional.)

Sonhei que a Neve Fervia, de Fal Azevedo. A delicadeza da sobreposição de cinzas emoldura perfeitamente a trama densa que a Fal nos desvela nesse seu livro que sempre será meu favorito – estou, também, um pouco lá.

4. Presente dos deuses (Um livro que mudou sua vida.)

Foram muitos, especialmente os lidos no fim da infância e início da adolescência, época de formação do caráter. Mulherzinhas, Pollyanna, Os Carbonários, As Brumas de Avalon. E outros mais, mas a amostra tá boa, né?

5. Surpresa! (Um livro que você começou a ler sem muitas expectativas e te conquistou.)

O Sol É Para Todos, de Harper Lee. Sim, eu sei, todo mundo sempre falou muito bem desse que é um clássico da literatura do século XX. Mas, sei lá, talvez por outras experiências frustradas com autores americanos da mesma época (falarei disso mais adiante), não achava que fosse ser pega pelo universo do livro, como costuma acontecer com aqueles de que realmente gosto muito. Por sorte, me enganei, e a narrativa da sensacional Scout entrou para a galeria dos melhores ever.

6. “É a sua cara!” (Uma narrativa ou personagem com os quais você se identifique.)

Todo adolescente quer mudar o mundo? Talvez. Antes mesmo disso, aos 9 anos, encontrei em alguma das prateleiras de livros da casa dos meus pais um livrinho com tirinhas em quadrinhos de uma menina muito abusada, que tinha umas ideias ótimas para melhorar a vida neste pobre planeta que habitamos. Era a Mafalda, de Quino, que até hoje me parece um pouco um espelho meu.

7. Presente de grego (Um livro que não era nada do que você pensava e te decepcionou.)

São dois: O Grande Gatsby  e Pergunte ao Pó. Dois ícones da literatura do século XX, da geração perdida e da geração beatnik, e eu zzzzzzz…

8. “mais afortunado é dar do que receber…” (Um livro especial que você deu de presente ou daria.)

Cheguei meio atrasada na série napolitana, então não sei se sobrou alguém que pudesse ganhar de presente A Amiga Genial, de Elena Ferrante. Mas se houvesse essa pessoa, a presentearia com esse livro do demo, que parece que lê os pensamentos da gente e põe no papel, de um jeito que vem sendo chamado pelos críticos de “honestidade brutal” – e é isso aí mesmo.

9. “Pode trocar, se precisar!” (Um livro que você começou a ler, mas teve de parar: não deu para continuar!)

Morte em Veneza, de Thomas Mann. Autor muito elogiado e aclamado, livro pequeno, provavelmente mais fácil de ler que A Montanha Mágica, deixa eu ler esse primeiro para ver se consigo encarar a obra-prima, etc. Um capítulo, dois capítulos, sei lá eu quanto li… auf wiedersehen, Herr Mann.

10. Ainda na wishlist…

Pensei muito e cheguei à conclusão que não tenho livros na minha lista de desejos. Para mim, dinheiro gasto com livros não sai da conta corrente, eles são pagos com uma espécie de moeda mágica que nunca é subtraída do saldo bancário. Então é assim: vi, quis, comprei.

-Monix-

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Odô Yá! Salve Iemanjá!

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(Ben Olafemi Kayede)

Helê

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