Da série ‘Foto da foto’

(From Picsy)

(Visto no Pinterest)

Helê

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Mamãe sabe tudo

Calvin, seu lindo, como seria bom se fosse verdade!

Helê

Da arte de receber um elogio

Além das lições e descobertas que conquisto na terapia, volta e meia pinta um bônus, aprendizados obtidos com meu terapeuta observando suas ações e reações (quem disse que só ele pode analisar? ) Além do que elaboramos juntos, das fichas que ele deposita na minha  dura cabecinha  – e que às vezes levam um tempo excessivo para cair. Há movimentos, emoções,  situações em que pouco é falado, mas nem por isso a mensagem é menos eloquente.

Refiro-me a um encontro recente em que eu “abri os trabalhos” agradecendo. A sessão anterior tinha sido sofrida e ele esteve particularmente inspirando, dosando com delicadeza palavras de apoio e conforto com falas profissionais; dando os toques que só mesmo um terapeuta pode dar, sem abrir mão do carinho que inevitalmente se estabalece numa relação intensa e duradoura como a nossa.

Ao agradecê-lo e elogiar sua “atuação” notei que ele ficou comovido,  e agradeceu, olhando fundo nos meus olhos, sorrindo. Não fez nenhum gesto grandioso, mas tão pouco comentou o elogio ou o que o provocou: apenas aceitou-o verdadeiramente,  sentindo e recebendo minhas palavras sem nenhum subterfúgio.

E eu me dei conta de como é raro isso: ouvir, de fato, aceitar e receber um elogio. Observe como você reage. Em geral,  a gente responde com um agradecimento rápido e automático ou solta uma piadinha qualquer, uma gracinha que diminui o feito (“não foi nada!”) ou desqulifica quem elogia (“Você diz isso pra todas!”). Há algo de desconcertante em ser elogiado, e quanto maior a franqueza, maior nosso desconforto e a necessidade de acabar logo com isso.  Como se fosse coisa de somenos importância, ou como se não merecêssemos.

Claro que há elogios feitos por educação, autômatos, sem um significado profundo. Contudo, se tratamos todos da mesma forma jamais poderemos diferenciá-los daqueles realmente significativos.

Talvez não chegue a ser exatamente uma arte, mas nós não somos ensinados a receber elogios – receber assim, de peito aberto, sorvendo e sentindo o prazer que ele encerra.  Eu, que já exaltei aqui a importância de elogiar  e os benefícios que um elogio pode trazer, não escapo à regra: também preciso exercitar a capacidade de recebê-lo, de abrir espaço para aceitar o bem. Porque, como aprendi num filme,  “o amor não é um sentimento, é uma habilidade“. Aceitar verdadeiramente um elogio significa exercitar essa habilidade no que talvez seja uma das mais difíceis modalidades: o amor próprio.

(Daqui)

Helê

Precoce

(Do Sing until it hurts)

Tem coisa melhor que beijo dado assim, segurando o rosto? Bom, tem, mas esse é ótimo, não? 😉

Helê

Obrigada do fundo do nosso quintal

… diz a letra de Jorge Aragão, num gostoso  samba que consegue a proeza de se despedir com alegria. E é o que podemos dizer aos melhores leitores do mundo, que encontraram as mais criativas formas de expressar um carinho que a gente tenta merecer, escrevendo com honestidade e dedicação.

Teve de um tudo: ela falou da gente; a sempre talentosa Sil confirmando que  faz a nossa mais completa tradução – tão linda que foi parar no Olimpo da blogosfera, lá onde reside godness Fal Azevedo, como vocês sabem. Ser citada por ela é a glória, mos fios –  e Lapa e o Catete também. Entramos no menu da lanchonete do Pedro, e ganhamos declaração da Sam no Face. Sentimos o gostinho de ser rockstars graças ao Claudio Luiz, que fez até adesivo para o evento, vejam vocês.

Teve os lindos que conseguiram, numa sexta-feira de chuva, chegar até um bar mais barulhento do que a gente gostaria para nos dar um abraço em 4D – fotenhas com todos os envolvidos na nossa filial lá no FB. Passem por lá e curtam, nos dois sentidos. E o ‘fica, vai ter bolo’ se materializou na nossa frente: teve torta, gente, enviada pela Gei, que não pode ir e nos deu o bolo mais elegante evah!

E tivemos também as desejadas pegadas aqui mesmo na nossa casinha, todas generosas e marcantes. Parece exagero, mas também pudemos receber as vibes não expressas, aquele tímido um sorriso de canto da boca, ou um breve pensamento “legal, aniversário”. Todas essas manifestações chegaram até nós, nos envolvendo e embalando. Por tudo isso nós agradecemos a vocês, parceiros que dão sentido a nossa jornada.

Helê



		

	

(Re)conhecimento

Desde que saí da casa da minha mãe para me casar, em 1995, já morei em quatro endereços diferentes. Pode não parecer muito, mas considerando que estou há seis anos no mesmo lugar, foram 3 mudanças em um intervalo de dez anos, antes de vir para cá. Quando estava começando a me acostumar com uma casa, lá ia eu para outra. Daí que houve uma época em que uma das coisas que eu mais fazia na vida era procurar apartamento para alugar.

Na minha primeira mudança eu contei: vi mais de 30 apartamentos. Não 30 anúncios no jornal: eu telefonei, marquei com o corretor, peguei a chave com o porteiro e visitei mais de 30 imóveis, nos mais diferentes estados de conservação e com as mais estranhas configurações e localizações. Fui aprendendo algumas coisas, já sabia mais ou menos o que tinha que perguntar, mas mesmo assim tive muita dificuldade para achar o que eu queria.

O engraçado é que assim que botei o pé no apartamento que acabei escolhendo, já sabia que era aquele. Não sei bem por quê. Uma mistura da localização com o charme do prédio, a luminosidade da sala, os cômodos amplos que só um apartamento antigo tem. Ainda voltei lá, dessa vez acompanhada, para dividir um pouco a responsabilidade com alguém mais experiente que eu. Mas no fundo eu sabia.

Quando me separei e saí mais uma vez em busca de um apartamento para morar, foi bem parecido. Tirei férias para cuidar da mudança, e as semanas se sucediam sem que eu encontrasse nada minimamente habitável, muito menos com um menino de 2 anos de idade. A exigência tinha aumentado: agora eu precisava de garagem e pelo menos algum tipo de área de lazer para a criança. Mas o que eu queria mesmo era uma varanda. Onde cresci, um apartamento térreo, há um quintal com amendoeira. Não fazia questão de tanto, uma sacadinha já me bastava, que me permitisse ver o céu.

Depois de uma busca também muito difícil, por insistência da minha comadre fui ver um imóvel em uma região que não era exatamente a que eu queria, com Dedeia, minha amiga de todas as horas, a tiracolo. O apartamento era simpático, mas tinha um cachorro que latia sem parar no andar de baixo, e fiquei com um pouco de medo de não aguentar o barulho. Saindo de prédio, encontrei com uma amiga de infância no elevador e ela me contou que tinha outro apartamento disponível, em outra coluna e num andar bem mais alto. Resolvi arriscar.

Aconteceu de novo: amor à primeira vista. De frente para o Pão de Açúcar, recebendo sol da manhã e com uma charmosa varandinha, que não dá para plantar uma amendoeira mas acolhe bem minha simpática jiboia.

Às vezes a vida é assim: a gente não sabe bem o que está procurando, mas quando acha, reconhece. Eu reconheci minha casa assim que a conheci. E aqui tenho sido feliz.

-Monix-

Este é nosso primeiro post patrocinado. Porque agora que temos sete aninhos, já era hora de começar a ganhar mesada, não? 😉

É hoje o dia!

+

Para não ser repetitivas, e porque hoje, mais que nunca, queremos ouvir de vocês, nosso post de aniversário reproduz  as felicitações que trocamos mais cedo, entre nosostras:


Continua sendo uma honra sincera e uma alegria intensa criar esse blogue com você. Obrigada, mais uma vez e sempre, por ter percebido que era o que deveria ser feito.
Helê

Parabéns a nós duas pela parceria redonda que criamos ao longo desses anos, sem crises. É mais do que muitos casamentos!
Monix

 Obrigada, querida. Aqui eu sei que sou feliz 🙂
H.

Depois de um instatâneo do futuro, conheçam a nossa versão felina:

Duas Fridas

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