Entremães

– É, eu também falo pra minha filha: ”Qual é a parte do ‘não mexe aí’ que você não entendeu?!”, eu digo, concordando com a Monix.
– Eu falo: ”Você não entendeu o ‘vai’, o ‘tomar banho’ ou o ‘agora’ ?, completa a Dedéia.

– Pois é, eu falo pro Pedro: ”Por que é que do ”Não mexe aí!” você só entendeu a parte do ‘mexe’?”, conclui a Rê, imbatível.

Ganha de todas nós e faz jus ao slogan: ”Não há nada engraçado que a Renata não possa tornar ainda mais divertido”.

Helena Costa

11:36 PM

Contribuição ao Houaiss-Mothern

A Ângela Fatorelli conjugou, a Renata Cunha passou a certidão de nascimento, a nossa turma de mães e amigas viu nascer um novo verbo:
ograr. vtd: ser chata, mandona, impôr regras e limites, dizer ‘não’ duzentas vezes cem, proibir bobagens gostosas, delícias calóricas e tentações tentadoras – sempre em nome do melhor para o filhote, mas às vezes para seu bel prazer. Também desempenhado por fatherns; nunca por avós, tios e padrinhos. (ver fathern e outros termos no Pequeno Glossário Mothern. )

(Trilha sonora: Baticum, Chico Buarque e Gilberto Gil)

Helena Costa, que também ogra com freqüência mas não deixa de ser bacana por isso

Sem noção

Por que será que é sempre o carro mais fudido que tem um adesivo “não me inveje, trabalhe”? Cada uma que me aparece.

Hmpf.

– Monix-

Condicional

Helê, vamos tirar a Rita Lee da liberdade condicional? Tô gostando muito disso aqui:

Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito “home”

– Monix –

Emoção

Aqui do lado do meu predio tem um colegio. Nesse colegio tem uma igreja. Nessa igreja, esta acontecendo um casamento. Nesse casamento, tocam belas musicas sacras. Da minha janela, escuto, me emociono, torco pela felicidade de alguem que nem sei quem e.
Eu sou assim, meio boba, mesmo.

Monix, sem acento

Energia

No fundo, no fundo, o que estou querendo dizer: yin e yang.

Eu sou muuuito zen. :-)

– Monix –

O xis do problema

A pesquisa sobre o cromossomo X foi divulgada. Manchete de O Globo: “Mulheres são mais complicadas que os homens.”

Pára tudo. Não é “mulheres têm biologia mais complexa”, “estrutura genética das mulheres é mais sofisticada” ou algo por aí… não. Mulheres são mais complicadas.

Incrível como as pessoas ainda não conseguiram destrinchar o nó da “igualdade entre os sexos” – nem homens, nem mulheres. Para mim, essa tal igualdade diz respeito a oferecer as mesmas oportunidades e condições, a eliminar as segregações mútuas – mulheres interditadas no espaço público, homens interditados no espaço privado – e todas as suas conseqüências, como, por exemplo, essa brincadeira é “de menina” ou “de menino” e daí por diante. Isso é uma coisa.

Oooooutra coisa, totalmente diferente, é negar que os organismos de homens e mulheres são, sim, bem diferentes. e cada um tem seu ritmo. Não é dizer que mulheres têm instinto materno e por isso precisam ficar em casa, cuidar dos afazeres domésticos, e que os homens têm um “dom natural” para os negócios ou a política, porque são mais voltados para o mundo externo. Nada disso. Mas, na minha opinião, seria legal respeitar os ritmos de cada um.

Eu acho (e sou só eu achando mesmo, no big deal) que homens tendem a ser mais episódicos, mais agressivos (no bom ou no mau sentido, se é que me fiz entender), mais diretos. E mulheres tendem a ser mais cíclicas, mais subjetivas, mais protetoras. Por diversos fatores, tanto biológicos (hormonais, será?) quanto ambientais (educação, exemplos, pressões sociais). Não acho que as diferenças sejam uma coisa ruim, não. Acho legal que cada gênero humano tenha suas peculiaridades. Contanto que isso não se torne uma prisão, né? Que aquela mulher mais arrojada não fique tolhida porque isso é ¿coisa de homem¿; que um homem mais sensível e introspectivo não seja classificado de “efeminado” ou sei lá o quê.

É como diz a Seal: difícil resistir à tentação de comparar. Concordo. Mas sei lá, ler jornal ultimamente tem me dado um mau humor…

– Monix –

Comida para quem precisa

Mais um post imperdível da Marcinha, dessa vez sobre a alimentação nas escolas inglesas.

Quem deu a dica foi a Surya.

-Monix-

Odeio, amo

Gente que fala no cinema: ódio.
***

Não pude resistir e comprei. Amo.

-Monix-

Conversando com a Ana Paula

A Ana Paula, que bate ponto aí nos comentários quase diariamente, é minha cunhada. Neste fim de semana, nos encontramos e conversamos sobre tempo, mulheres e a semi-escravidão travestida de liberdade que vivemos.
Eu já andei ensaiando esse assunto por aqui, né?
Olha, quem me conhece sabe: looooonge de mim questionar as conquistas importantíssimas do movimento feminista. Eu digo de boca cheia e consciência tranqüila que sim, literalmente, sou feminista desde criancinha.
Maaaaas, penso (e não sou a primeira, e nem serei a única) que está na hora de partirmos para a terceira onda. Já houve a época de queimar sutiãs (não importa se real ou metaforicamente); já passamos pela fase de consolidação das conquistas. Está na hora de implementar o ritmo feminino no mundo do trabalho!

***

Pertenço à primeira geração de mulheres educadas por working-mothers. A nós não foi oferecida a opção de escolher o que fazer do nosso tempo. Trabalhar é uma necessidade, não uma escolha.
Que fique bem claro que não estou defendendo o padrão marido-sustenta-família-e-decide-o-futuro-da-nação. De jeito nenhum, muito antes pelo contrário!
Mas é que hoje é Dia Internacional da Mulher. E eu acho essa data muuuuito machista. E eu vim pro trabalho ouvindo estatísticas do IBGE no rádio do carro: as mulheres têm 4 anos a mais de escolaridade que os homens, não sei quantos por cento da população feminina são chefes de família. E nada disso resultou em mudança no sistema.
A incorporação das mulheres pelo mercado não trouxe um ritmo feminino às relações de trabalho. Nós estamos nos tornando homens para “vencer na carreira”. E enlouquecendo aos poucos, por causa disso.
Bem, isso é o que eu acho. Você pode discordar totalmente. Nada mais feminino que a tolerância.
(Não, eu não vou desejar um feliz dia da mulher pra nenhuma de nós. Essa data surgiu como um protesto e virou comemoração. Eu acho isso sintoma de que alguma coisa está “fora da ordem”. Ah, e desculpem o mau humor. Deve ser a TPM.)

-Monix-

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