Equação

No fundo, a vida adulta se resume à tentativa constante de equilíbrio entre tempo e dinheiro.

Em geral, há muito de um e pouco do outro. Quanto mais fazemos dinheiro, menos tempo livre nos sobra. Se temos muito tempo, provavelmente é porque estamos produzindo menos dinheiro.

Conseguir ambos em abundância seria lindo. Não ter nenhum é uma merda.

-Monix-

Rola um chamego?

Helê

Bom finde

(Via)

Para enfrentar o verão com graça e frescor.

Helê

Cinema é a maior diversão

Nem sempre a gente vai ao cinema esperando uma experiência transcedental, transformadora ou emocionalmente profunda. Às vezes a gente só quer mesmo se divertir.

Mas que é um saco, é. As pessoas simplesmente perderam o encanto pela sala de cinema. Eu não sou uma pessoa nostálgica – embora já tenha idade para isso 😉 – mas pelo amor, tem certas coisas que não aturo.

Pipoca e cinema combinam, tudo bem, mas precisa fazer tanto barulho comendo? E as conversas em voz alta, como se não houvesse ninguém além do seu grupinho assistindo ao filme? Ou mesmo ao trailer? E gente que “explica” o filme para quem está do lado? (Geralmente é um namorado explicando para sua paciente companheira. Ambos provavelmente se merecem.)

Já vivi situações bizarras: um casal que levou um delivery de temakis – sim, peixe cru numa sala fechada, foi isso mesmo que vocês entenderam – e sentou ao meu lado; um sujeito que acendeu um baseado na fileira à minha frente; pessoas falando alto e em momentos inconvenientes; enfim, teve de tudo. Meus amigos, que já sabem da minha rabugice, contribuem com suas próprias anedotas. A Vera, que é ainda mais radical que eu, contou que viu uma menina de dois anos numa sessão para adultos. E o filme estava longe de ser um conto de fadas.

Enfim, eu sinto falta da liturgia da sala de cinema. Do silêncio respeitoso quando entrava a vinheta do estúdio, anunciando que o filme ia começar.

Definitivamente, estou ficando velha.

-Monix-

Amando nossas vidas

O fenômeno não é tão recente, mas a proliferação das redes sociais – com sua urgência em manter nosso “status” atualizado e visível para pessoas de diferentes graus de intimidade – provavelmente contribuiu para consolidá-lo em nossa cultura do século XXI.

É a moda do eu-amo-a-minha-vida. Todo mundo ama a própria vida, todo mundo está muito feliz, somos essencialmente seres satisfeitos com tudo o que fazemos, realizamos, conquistamos. Bonito é dizer: “não me arrependo do que fiz, só do que não fiz.”*

Se Fernando Pessoa fosse vivo, seu Poema em Linha Reta não se limitaria ao “nunca conheci quem tivesse levado porrada”. Mais do que não cair, temos que nos manter constantemente flutuando em castelos construídos no ar.

Não é que eu não ame minha vida, nem que me arrependa das escolhas que fiz. Mas olho para trás e percebo erros, falhas, decisões erradas. Meus dias não são uma sucessão de vitórias. Há fracassos, também. Nem sempre é conveniente falar deles, posto que vivemos num mundo em que admitir um fracasso presente é condenar-se a vários fracassos futuros – ninguém confia em alguém cuja auto-crítica seja exposta tão honestamente.

Mas eles existem. De alguns eu tenho consciência, outros nem mesmo eu conheço. Não sou tão arrogante a ponto de pretender saber o que os outros consideram minhas falhas, meus defeitos, enfim, onde lhes aperto o calo.

-Monix-

* Este post vai para a Ângela, quem primeiro me falou sobre o grotesco daquela frase.

Gentileza

An Afghan man gave tea to a U.S. solider during a search operation for members of Taliban in the Nerkh district of the Wardak province, west of Kabul, Afghanistan, Friday.(Rafiq Maqbool/Associated Press), 01/05/09.  Pictures of the Day

Helê

Ensinamento

 

Daqui, visto aqui.

Tenhamos todos uma boa semana.

Helê

%d bloggers like this: