Equinócio, ano astrológico, eclipse

Como de costume, gosto de chamar atenção para essas passagens do tempo, antes tão vitais para as sociedades e que agoram passam quase despercebidas. O Equinócio de hoje ainda vem acompanhado de outros dois fenômenos, e quem entende do riscado avisa que não se trata coincidência (alguém ainda credita nelas? Acho muito mais fácil acreditar em astrologia).

A Cláudia Letti, que entende destes riscados e de outros, avisou ali no face dela:

Coincidência? Nem um pouco. O céu conspira a favor de quem sabe — ou que está procurando saber — o que quer. Sem devaneios, sem atalhos, sem dispersão. O céu pede foco! É hora de encarar o que se deseja e abraçar nossas causas pessoais com tesão! Já alertei sobre o cuidado com o que se deseja!? Então, o pensamento deve ser dirigido, assertivo e, de preferência, apaixonado. Paixão que deve vir de dentro, que só a gente (se) sabe, que só a gente pode alimentar. Por isso, cultivar bons sentimentos é fundamental. Gratidão, empatia e otimismo devem ser a tônica do dia, da semana, do ano que começa agora. Feliz Ano Novo!

Li e causou um efeito positivo em mim, suficiente para vir aqui desejar que hoje seja o início de uma estação mais amena, fértil e acolhedora para todos nós.

tumblr_nfkqek14e41r4mmz8o1_500

(‘Mountain lodge eclectic,’ CA. Michael Rex Architects, Sausalito. Kee Sites photo. Do Georgiana Design)

Helê

Luxuoso

luxuoso

Da série “Corações”

Helê

Claudia Silva Ferreira – 1 ano

Hoje faz um ano que Cláudia foi morta, arrastada por um carro da PM que supostamente tinha a intenção de salvá-la. Nesses dias que seguem em velocidade assustadoramente rápida e em que nossas indignações são igualmente substituídas e esquecidas com rapidez atroz, eu quero lembrar de Cláudia e perguntar que é que vai pagar por isso.
claudia_w

 

Arte de Gui Soares presente na ação 100 vezes Cláudia, promovida pelo blog Think Olga.

Helê

Pelo telefone

377491_256626621126235_1967726542_n_large1-e1360151971912

Encontrado em 1000awesomethings.comhappy-kids-4

8 de março

CYMERA_20150308_144506

 Helê

Parabéns, Rio

660f9526eb5d17bef4b0241a7dc2a5c2

Sim, eu tinha que dar os parabéns ao Rio pelo aniversário e,  claro, e tinha que ser com uma imagem e uma canção. A foto mostra o Maracanã, a linha férrea e o subúrbio, esse Rio que me pariu e a quem eu devo o que sou. A música é de um baiano e foi magistralmente cantada por uma gaúcha, porque o Rio é tão deles quanto meu, é de quem ousa viver aqui sentindo a tensão e o tesão de ser carioca, esse estado de espírito em moda há 450 anos.

 

Onde será que isso começa
A correnteza sem paragem
O viajar de uma viagem
A outra viagem que não cessa

Cheguei ao nome da cidade
Não à cidade mesma, espessa
Rio que não é rio: imagens
Essa cidade me atravessa

Ôôôôôôô ê boi! ê bus!

Será que tudo me interessa?
Cada coisa é demais e tantas
Quais eram minhas esperanças?
O que é ameaça e o que é promessa?

Ruas voando sobre ruas
Letras demais, tudo mentindo
O Redentor, que horror! Que lindo!
Meninos maus, mulheres nuas

Ôôôôôôô ê boi! ê bus!

A gente chega sem chegar
Não há meada, é só o fio
Será que pra meu próprio rio
Este rio é mais mar que o mar?

Ôôôôôôô ê boi! ê bus!
Sertão, sertão! ê mar

O nome da cidade, Caetano Veloso

 

Helê

Oncotô, proncovô

Saber onde se está e para onde se vai – pode ser desde uma questão prosaica a uma dúvida metafísica.

Eu costumava achar que tinha um razoável senso de direção, mas ou ele se degradou com o tempo ou passei a conviver com pessoas mais orientadas que eu e descobri que era uma falácia. O fato é que me descobri viciada num aplicativo do demo, o tal do waze que mostra os caminhos, o trânsito, o tempo da jornada. Meu carro parece um táxi: dirijo com o celular preso num suporte colado ao vidro.

Big Brother is watching you

Big Brother is watching you

Mesmo consciente de estar voluntariamente abrindo mão da minha privacidade em troca do benefício de saber o melhor caminho, faço isso diariamente e feliz.

E já descobri o porquê. Dirigir é uma atividade que exige que o cérebro preste atenção em muitas coisas ao mesmo tempo, mesmo que de forma automática, ou inconsciente, sei lá. Usar o waze, mesmo que para fazer caminhos que já conheço, elimina uma delas: tomar micro-decisões, o tempo todo, sobre se é melhor ir pelo Rebouças ou pelo Aterro. Sendo que essas decisões não se baseiam em fatos conhecidos – não sei de antemão qual caminho tem trânsito, obras, acidente.

Mas o waze sabe. :)

-Monix-

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 1.466 outros seguidores

%d bloggers like this: