Aquele um (parte 2)

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(Encontrado em publicsecrets.tumblr.com)

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(Encontrado em 1x.com)

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(Encontrado em israelmatzav.blogspot.com)

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(Encontrado em femmeblackchick.tumblr.com)

Helê

Monix Day!

Nesse dia coalhado de gente da melhor qualidade fazendo aniversário*, brilha há mais tempo (mas não tanto) a minha, a sua, a nossa Monix!

Como jabá é bom e eu gosto, posto aqui a foto do site profissional dela que vocês devem conhecer e divulgar, galere!

Então é isso, um post combo: parabéns + trabalho, que a gente não perde tempo. Deixe seu carinho, seu abraço ou chamego aqui; para contatos profissionais e o melhor texto o oeste, visite http://www.monicachaves.jor.br/.

mchaves

Parabéns, Sóciamada! Saúde, sucesso  e sorte!

Loviú!

*Beijo também pra Calu, pro Joca, Lara e Joana!

Helê

Salve São Jorge!

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(Do Pinterest)

“Olho grande em mim não pega, não pega não

não pega em quem tem fé no coração.

Ogun com sua espada, sua capa encarnada

me dá sempre proteção”

Helê

Aquele um (1ª parte)

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(Spot of White por Mark Fischer em Fivehundredpx)

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(Encontrado em trendland.com)

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(Encontrado em hypeness.com.br)

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(Sleeping With Nuns, 1961 © Art Shay – Encontrado em lejournaldelaphotographie.com)

Helê

Anima Sana In Corpore Sano – Asics

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Corri 21 km. Percorri o trecho da orla carioca que vai do Recreio a São Conrado. Corri durante duas horas e vinte dois minutos. De qualquer modo que eu escreva parece um grande feito – e é. Desconfio que sempre será. Mesmo não sendo a primeira vez, houve emoção e alegria enormes, cada prova tem história e enredo próprios. Há também um elevado grau de imprevisibilidade em uma corrida. Além dos humores do clima, contamos com um equipamento tão sofisticado quanto instável: nosso corpo. Organismo vivo – e, portanto, autônomo – sempre pode surpreender, para o bem ou para o mal. A gente procura fazer a nossa parte, mas nenhuma preparação evita o frio na barriga antes da largada, a excitação de iniciar uma aventura que não sabemos como vai terminar.

Eu não sabia. Ganhei peso e perdi pace desde a Meia Maratona do Rio, minha estreia nessa distância. Havia espaço para dúvida entre as garrafinhas de água e os sachês de gel; mas também levei um bocado de confiança e refis de determinação. Depois da preleção do treinador e do incentivo dos companheiros, pouco a pouco fui entrando no mode corrida. Eu boto reparo em tudo ao redor, nas gentes, na paisagem, na música. Mas o foco recai sobre o corpo, esse invólucro que habitamos de maneira quase displicente no dia a dia e que ganha nova dimensão quando realizamos um exercício físico de longa duração. Você forçosamente passa a prestar atenção em diferentes tarefas: respiração, pisada, postura, aquela dorzinha chata no tendão, esse cabelo no olho tá me atrapalhando, será que essa pontada no joelho vai incomodar? O corpo deixa de ser algo que se tem para ser o que você é. E, que ironia, essa hiperconsciência corporal acaba transcendendo o físico e te situa num patamar diferente de percepção. Ou não, vai ver essa minha viagem é sequela do runner’s high, esse barato provocado pelas endorfinas que nos deixa meio embriagados depois de correr.

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Doideira ou não, o fato é que uma corrida de longa distância se passa em outro registro espaço temporal para que nela está. O tempo encolhe e estica, assim como os quilômetros, de modo não linear. Do que recordo, até o quilômetro nove o esforço era para ir mais devagar. Eu me empolgo no começo e, ao lado de outros muitos corredores, perco a referência do meu próprio ritmo. Do 9 ao 10 demorou uns dois quilômetros e meio: foi quando a primeira onda de cansaço bateu. Paciência, respira fundo, aceita que é isso, uma onda que passa, não significa que você vai arrastar correntes até o final. Lá pelo km 15 bateu a certeza que terminaria a prova, sempre tenho esse momento. Subi o elevado do Joá, km DSC_497017, extenuada, preocupada apenas em não andar e mentalmente me consolando com a promessa de sombra. Que teve um efeito restaurador imediato: disparei, para minha própria surpresa; mesmo cansadas as pernas respondiam com rapidez e força. A playlist ajudou com o Milton cantando no meu ouvindo “Agora não pergunto mais/aonde vai a estrada!”. Respondi: “Nem eu!” e meti o pé. Perto da chegada ouvi alguém gritar meu nome e nada paga essa alegria. Ver meu treinador, Marcello Morone, acenando pra mim nos últimos metros me deu o gás necessário para cruzar a reta final sem ar nenhum, mas inspirando e expirando felicidade, satisfação e me sentindo muito poderosa.

Helê

Por uma vida mais ordinária

Tomar a decisão de deixar um emprego fixo para apostar num caminho mais flexível, mais prazeroso e também mais arriscado não é nada fácil. Para fazê-lo, passei muito tempo (alguns anos) sonhando com isso, e, claro, me programando de várias maneiras, inclusive psicologicamente – e financeiramente.
Não foi, portanto, uma atitude irresponsável, mas mesmo assim interromper o fluxo de caixa, ainda que temporariamente, é algo que dá muito frio na barriga.
Ao botar na ponta do lápis, porém, percebi que trabalhar em um ritmo mais tranquilo também acarreta em gastar menos dinheiro. E não só por causa dos almoços diários em restaurantes no Centro, nem pelo fato de que precisarei de menos roupas caras e gastarei *bem* menos gasolina.
(Na verdade, estou avaliando a possibilidade de no futuro nem ter carro. Talvez seja um gasto desnecessário. A conferir.)
Mas, além desses cortes óbvios, há outras formas de economizar.
Por passar o dia todo no trabalho, gasto mais porque não tenho tempo de pesquisar o menor preço, ir ao supermercado mais barato, etc. Pago caro por serviços que poderiam ser realizados no comércio do bairro, mas que acabo indo buscar no shopping, que fica aberto à noite e nos fins de semana. Por exemplo, ontem fui ao cabeleireiro da esquina e gastei – acreditem – 40 reais para fazer uma escova.
Não preciso investir uma nota preta em uma academia que não frequentarei por motivo de exaustão física e mental. Acordo cedo e caminho no Jardim Botânico, na Lagoa, no Parque Lage: tudo grátis e mais saudável.
E principalmente elimino algo que chamo de Efeito Eu Mereço. Trabalhando demais, me sentia “merecedora” de pequenos mimos, como se estivesse roubando algo de mim mesma e depois precisasse me recompensar comprando coisas de que na verdade não preciso. Com um padrão de consumo mais baixo, dá pra viver com menos.
Menos dinheiro, é claro. E mais de todo o resto.
-Monix-

A vida pós-escritório

Então que sair da tal zona de conforto nem sempre é assim tão desconfortável.

Meu primeiro dia pós-escritório foi feito de uma multiplicidade de afazeres, misturando trabalho intelectual e braçal, doméstico e público, ócio e atividade. Bem como eu desejava.

Comecei a tomar algumas providências importantes, como registrar um domínio e cuidar de outras coisas que devem ser feitas para o projeto home office ficar de pé o quanto antes. Não tive a felicidade de nascer rica (mas sou rycah!, é claro), por isso preciso voltar a ser produtiva produzir trabalho remunerado em breve. (Tinha escrito “ser produtiva”, mas apaguei. Toda essa mudança de vida tem justamente esse pano de fundo: minha vida não será mais definida pelo contracheque. Existem outras medidas do sucesso, e é em busca delas que estou partindo.)

No fim da tarde, precisei ir ao Centro da cidade para resolver umas burocracias relacionadas ao meu desligamento da empresa. Fui de metrô e resolvi voltar de ônibus, o que se mostrou um erro por dois motivos: descobri no meio do caminho que não precisaria mais buscar meu filho numa aula, e para voltar direto para casa deveria ter pego outro ônibus; e, para variar, o trânsito estava completamente parado, num congestionamento anormal até mesmo para a hora do rush. Tudo bem, não tinha pressa para chegar em casa. O tempo é, agora, para mim, um recurso elástico, do qual posso dispor, pois ele é meu e não mais “roubado” ao meu empregador.

Desci na Lagoa e vim andando para casa, sentindo pena dos motoristas presos nos carros que andavam a dez por hora. Vinte e quatro horas antes eu estava lá – não na calçada caminhando levemente, e sim dentro de uma máquina de gastar combustível fóssil, correndo para chegar nem sei bem onde.

Meu novo caminho é cheio de riscos, mas é um preço que escolhi pagar em troca de construir meu novo futuro. Não sei se vai dar certo, mas preciso tentar.

-Monix-

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