Thanks, Mr.Lee

E a gente perde você logo agora, com tanto vilão pra combater!…

Helê

Perder

Nunca assisti “Highlander” todo, só o início, mas não esqueci da angústia do guerreiro imortal, que era ver morrer quem ele amava, ao longo de séculos. (Acho que Dorian Gray tem sentimento semelhante.) Descubro, dolorosamente, que esta é a angústia de todos nós, e que tende a ser mais recorrente a partir de uma certa idade, sempre muito mais cedo do que a gente gostaria…

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A arte de perder, da qual fala tão lindamente a Bishop, eu não domino – embora não seja, como ela diz, um mistério.

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“Vocês eram próximos?” Sim; de certas pessoas você fica próximo, para sempre. Mesmo que não veja há meses ou anos. Basta um encontro e está tudo lá intacto, sem nem poeira: o carinho inteiro, a cumplicidade, o bom humor partilhado, um capítulo da sua vida reavivado, presente.

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Os ritos de passagem, o reencontro sofrido em circunstâncias idem, o luto. Aqueles momentos da vida que você precisa seguir o caminho mais difícil porque não há alternativa nem retorno: não há atalho na dor.

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Fui amparada por amigos atenciosos, delicados, disponíveis; por um punhado de canções do Lenine, um livro sobre o Chico Buarque e pelo Flamengo. Pedi ajuda e usei o que tinha à mão: dois dos ensinamentos básicos de qualquer manual de sobrevivência.
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“A vida é tão rara. A vida não pára.”

Helê

Escritórios abertos, pessoas fechadas

Tinha um post rascunhado há anos, uma ideia não desenvolvida, sobre trabalhar em salas coletivas, quando se pode ouvir o que os outros dizem. Esse esboço falava sobre o tom de voz que as pessoas usam para falar com os pais – impaciente, condescendente, apressado –; e a maneira de falar com os filhos – tatibitati, carinhoso, às vezes severo, também condescendente em alguns momentos. Trabalhei com equipes de idades diversas, gente jovem sem filhos e adultos que variavam entre um tom e outro. E, depois de um tempo, sempre podia dizer quando alguém falava com os filhos ou com os pais. Interessante que enquanto trabalhei em ONGs e centros de pesquisa, locais de natureza mais liberal, havia divisões tradicionais, por salas; só quando fui para uma agência de comunicação, em 2010, passei a trabalhar nesse esquema todomundojunto.

Acontece que nunca redigi o post e, mais rápido do que eu poderia pensar, ele envelheceu. Começou a onipresença do celular, e as pessoas simplesmente passaram a sair da sala para ligações particulares. Agora as pessoas trabalham de fones nos ouvidos e mandam mensagens por uatzapi. Frequentemente você precisa chamar a pessoa duas ou três vezes para que ela te dê atenção.

Não estou apontando o dedo sem me incluir, faço isso também quando preciso de maior concentração numa sala de 12 pessoas (fora os visitantes). Mas estranho que seja um padrão; também me incomoda a velocidade da mudança: estou falando de um comportamento que se alterou em menos de uma década.

Aí hoje li uma matéria do tipo “estudos indicam” sobre o que eles chamam em inglês de “open office”, escritório aberto, e tive o pretexto que precisava pra reanimar meu post rascunhado.

Por falar… A teoria de que um escritório aberto, sem baias ou repartições particulares, ajuda a estimular a colaboração entre os funcionários não funciona muito bem na prática. Um novo estudo mostrou que os escritórios abertos fazem os funcionários se fecharem ainda mais. O barulho faz com que as pessoas coloquem fones de ouvido e ‘desliguem’. A falta de privacidade as leva a preferir trabalhar em casa quando podem. E a sensação de estar em um aquário significa que muitos escolhem conversar por e-mail a iniciar um bate-papo. (Canal Meio)

Agora, discorram sobre o assunto 😀

Helê

Definição

mimimi

substantivo masculino

1. reclamação repetitiva sobre alguma coisa que não pode ser alterada – tipo: o calor.

2. em geral quem tem pouca paciência para reclamação, tem NENHUMA para mimimi.

Helê,

da série “Ih, soltei um post!” (transcrita pela Geide).

PS: Como se pode perceber, denúncias de racismo, machismo e discriminação de quaisquer tipo nunca são mimimi porque podem, devem e serão alteradas. #Fightthepower.

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(@Regrann from @refinery29 )

 

De amor e símbolos

Velório da mãe de um amigo. Estive com ela poucas vezes; tinha mais de 80 anos, estava doente. Nada que atenue a dor de um filho, mas eu estava firme, com aquela tristeza controlada dos que confortam. Mas quando chegou a bandeira oficial da Portela para cobrir o caixão, eu, mangueirense, chorei.

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Porque somos feitos disso, amor e símbolos.

 

Helê

Flexado

Instantâneos de felicidade

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Bill Perlmutter, Carriage and Broom, Germany, 1955.
A alegria delas e a sorte do fotógrafo, ao captar esse momento, fugaz e feliz .
Helê
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