Eu ♥ leitoras

Talvez eu ainda tenha meus dois centavos sobre os jogos olímpicos, essa experiência intensa e surpreendente. Talvez tudo já tenha sido dito, ou tudo o que se queria ler e ouvir sobre o assunto. Na dúvida sobre escrever ou não sobre as Olimpíadas, não posso deixar passar a oportunidade de reeditar essa série que é uma das minhas favoritas, porque ela resume o objetivo-mor deste blogue, se não da minha vida, que é influenciar amigos e fazer pessoas – ou something like that. Para quem chegou há pouco: quando somos apresentados a um leitor, nossa felicidade é tamanha que nós pedimos para tirar uma foto com  a pessoa. Porque, né, temos uma audiência modesta em uma plataforma para muitos obsoleta. Em tempos de likes, coraçõeszinhos e conteúdo que  se autodestrói em 24 horas,  quando um post meu tem três comentários eu faço dancinha e tudo.

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Então eu me acostumei com a ideia de que conheço todos os nossos 23 leitores. Sempre me surpreendo e alegro quando alguém que não conheço diz: “Eu te leio” (na verdade, com os que eu conheço também #carente).  Fico toda prosa e imediatamente viro eu fã da pessoa – que criatura adorável deve ser!  E durante o movimento migratório temporário dos jogos  olímpicos, tive a chance de saborear essa sensação algumas vezes.

DSC_1830Começou no primeiro fim de semana, quando fui visitar a Cláudia Letti, pessoa saborosa que faz comidas ainda mais. Eu já a conhecia: estive em sua casa para buscar meu panetone salgado, tradição natalina na minha família (tradição de 2 anos e família de 2 pessoas, mas quem está contando?) Fui experimentar o tal do fudge que pra mim era igual caviar, eu só tinha ouvido falar. Meo deos. Fabulous fudge, indeed.  Se você não quer aumentar a lista de pecados gastrômicos, não prove, porque é divino, tem váááários sabores e eu gostei de todos que provei.

14063846_10208871943948583_2270500773360957198_nAlguns dias depois, no Gracioso, ali na Pedra do Sal, encontro com a Mary W., que veio ao Rio para uma curta temporada olímpica com a irmã, a Lídia – agora também W. Figura bacanérrima, bom papo, descontraída, em 5 minutos ficou à vontade na mesa como se conhecesse geral há tempos. Uma graça de pessoa que eu acho que a Mary tava miguelando por ciúme, coisa de irmã, sacomé. E a Mary revelou a condição dela de leitora com a frase mágica: “Ela te lê, Helê”. Pedi foto na hora; ainda bem que contava com  Cláudio Luiz,  que já está virando fotógrafo oficial desses momentos, desde o primeiro Grande Encontro.

IMG-20160823-WA0002Dias depois, outro rendezvous olímpico teve lugar na Casa da Alemanha, nas areias de Ipanema. Eu estava com aquela que inaugurou a série, a Geide – que, na definição da minha filha, “era fã e virou amiga”. Das mais especiais, acrescento eu. Também chegou Domingos Dodô, garantia de risada na minha TL,  e lord Claudio Luiz com Mariana, sua amiga e hóspede, com quem iria ao Maracanãzinho mais tarde. Sabendo que iria me agradar, Cláudio já foi logo dizendo que ela era minha leitora, e eu, claro, já fui logo gostando e pedindo foto. Isso foi antes de ela falar com carinho e orgulho do nosso Cláudio, e me ensinar que existe uma Teoria da Hospitalidade, detalhes que aumentaram minha admiração para além do fato dela passar aqui vez ou outra.

Portanto, pessoas, o saldo olímpico do Dufas é o melhor possível, agora que eu sei que temos 25 leitores, ao invés de 23 (se eu não fosse de Humanas ousaria dizer que é um aumento de quase 10%). E você já sabe: se encontrar comigo por aí, não seja tímido ou acanhada, faz a Geide e vem falar comigo. Você corre o risco de tirar uma foto e virar amigo – mas o que é a vida se a gente não corre riscos, não é mesmo? 😉

Helê

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