Eles crescem, a amizade aparece

Ontem fui à “formatura” do meu filhote na educação infantil. Confesso que apesar de ter uma forte implicância com esse tipo de evento (eu sou do tempo em que a gente se formava no ensino médio e na faculdade e olhe lá), me emocionei com o caráter “rito de passagem” da coisa. As crianças que conheci pequetitas, com menos de 3 aninhos, estavam crescidas, amadurecidas, felizes com suas conquistas. Acima de tudo, foi bonito ver a amizade das crianças e a consciência que eles tinham de que a partir de agora irão para outras escolas, conhecerão novos amigos, mas poderão se reencontrar quando quiserem.* Foi fascinante constatar que a construção do sentimento de amizade está muitíssimo bem encaminhada para aquele pequeno grupo de crianças. Mesmo que  não seja possível, por causa das circunstâncias da vida, manter o contato com Brunos, Guilhermes ou Júlias, eles aprenderam o que é ter amigos. Agora é saber cultivar.

Na despedida final, o amiguinho que também é vizinho gritou para o meu filho: “que o seu Natal seja mais feliz que o meu!” Uma definição tão perfeita do verdadeiro sentido da amizade que só poderia ter sido formulada por uma criança de seis anos.

-Monix-

* Claro que por enquanto dependem das mães para isso, e também foi bacana para mim, particularmente, ao longo desses anos de pré-escola, romper com minha antipatia de estimação e me relacionar com as mães dos amigos do meu filho, muitas delas pessoas interessantes, que também poderiam(ão) ser minhas amigas.
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